CPMI do INSS já passa de 3 mil requerimentos e tem mais de 800 para analisar em pouco mais de um mês
O banqueiro Daniel Vorcaro irá depor ao colegiado na próxima segunda-feira
Os trabalhos da CPMI do INSS serão retomados na próxima segunda-feira com o depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro, às 16h. Na ocasião, o colegiado pretende abordar questões relativas aos empréstimos consignados feitos pela instituição bancária através de convênios com o instituto. A primeira ida do banqueiro ao Congresso para depoimento foi tida como uma vitória dos membros da CPI, que ainda têm grande volume de documentos a analisar.
Com o fim dos trabalhos previstos para o dia 28 de março, a CPMI já conta com 3.033 requerimentos apreciados. Além desses, 825 ainda não foram analisados. Outros números superlativos impressionam: o colegiado já recebeu 1759 documentos desde agosto e enviou 1859 ofícios a autoridades e órgãos no mesmo período.
Apesar disto, a CPMI ainda tem frentes nas quais pretende avançar: o senador Carlos Viana (Podemos-MG), que preside o colegiado, pediu ao ministro André Mendonça, do STF, novo relator do inquérito do Banco Master, o envio à Comissão de todos os documentos referentes às quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico de Vorcaro.
Viana afirma que a documentação, que estava sob sigilo por decisão do ministro Dias Toffoli, que se afastou se afastou do caso, é fundamental para os trabalhos. Investigações ligadas ao empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, também estão na mira, mas dependem de provas, de acordo com os parlamentares que integram o grupo de trabalho da CPMI.
Apesar disto, parlamentares resistem à prorrogação do prazo. O principal motivo para a resistência é o fato de as sessões ocorrerem às segundas e quintas, o que obrigaria os membros do colegiado a permanecer em Brasília durante quase toda a semana, em um momento no qual precisarão estar mais próximos às bases para compromissos eleitorais. Por isso, a continuidade da CPMI poderia prejudicá-los.
Para ampliar o período dos trabalhos são necessárias a votação no colegiado e as assinaturas de ao menos um terço dos deputados e senadores do Congresso. Acontece que diante do fato de as investigações estarem em evidência e se aproximando do caso Master, a avaliação dos parlamentares descontentes com a prorrogação é a de que terão que votar pela continuidade mesmo assim, diante do desgaste que pode ser gerado pela discordância.





