Contrato de R$ 38 milhões entre escritório de Ibaneis e fundo ligado ao Master motiva denúncia ao STF
Deputado distrital Fábio Félix (PSOL) pediu apuração de suposta relação econômica entre o governador e a Reag; suspeita alavanca movimento por CPI no DF
O escritório de advocacia do governador Ibaneis Rocha (MDB) teria vendido os honorários de uma ação no total de 38,1 milhões de reais a um fundo de investimento ligado à Reag, gestora de investimentos que teria sido fundamental na operacionalização da fraude do Banco Master e que também é suspeita de gerir fundos usados pela facção criminosa PCC para lavagem de dinheiro.
A operação entre a Reag Legal Claims e a Ibaneis Advocacia e Consultoria teria se dado em maio de 2024, quando o BRB, banco distrital de Brasília, já estava comprando ativos do Banco Master. A informação foi publicada inicialmente pelo jornal O Globo e confirmada por VEJA.
Diante da revelação, o deputado distrital Fábio Félix (PSOL) enviou um ofício ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça pedindo a investigação da ligação entre o governador e a Reag ou outros fundos ligados ao Master. Para ele, também é necessário verificar se o valor recebido pelo escritório de Ibaneis é condizente com a operação. O documento foi protocolado na petição que investiga as fraudes do banco de Daniel Vorcaro, que tramita em sigilo na Corte.
O surgimento de outro indício que liga o Master a autoridades esquentou o movimento que pede a instalação de uma CPI para investigar o caso. Há iniciativas do tipo tanto na Câmara dos Deputados quanto na Câmara Legislativa do Distrito Federal, onde deputados distritais do PL e do PSOL protocolaram requerimentos com o mesmo objetivo.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de Ibaneis Rocha. Caso haja resposta, o texto será atualizado.





