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Com ou sem Bolsonaro? A posição de Caiado sobre a estratégia da direita para as eleições

Governador de Goiás diz que ex-presidente tem direito de escolher seu caminho, mas cobra união em torno de “gestão e seriedade” contra o PT

Por Marcela Rahal Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 nov 2025, 09h00 •
  • O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), afirmou que a direita deve ir com mais de um nome ao primeiro turno das eleições de 2026, numa estratégia para ampliar o alcance do campo conservador e desgastar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já anunciou intenção de disputar um quarto mandato. Em entrevista ao programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, Caiado defendeu que o ex-presidente Jair Bolsonaro tem “direito total” de decidir se apoiará um candidato ou lançará alguém da própria família, e criticou o uso da estrutura do governo federal para fins eleitorais.

    “O ex-presidente Bolsonaro tem um capital político que ninguém nega. Cabe a ele decidir o que fazer. Ele pode apoiar quem quiser ou lançar um nome da família. O que não podemos é forçá-lo a uma definição. Todos nós — eu, Tarcísio, Zema, Ratinho, Eduardo Leite — temos legitimidade para disputar”, afirmou Caiado.

    A estratégia da direita

    Segundo o governador, dividir a direita no primeiro turno não é um problema, mas uma forma de aumentar a visibilidade de novas lideranças e ampliar o debate.

    “A direita precisa mostrar seus quadros. Cada um tem sua história, sua gestão, seus resultados. O importante é que, no segundo turno, estejamos juntos. A população vai entender quem trabalha com seriedade e quem usa a política para se perpetuar no poder”, disse.

    Caiado, que vem se posicionando como um nome de perfil técnico e gestor, reforçou que seu governo e o de Jorginho Mello (SC) são exemplos de administrações de centro-direita com os menores índices de pobreza extrema no país.

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    “Não é no discurso, é na prática que se governa com seriedade. Goiás e Santa Catarina mostram que dá para ter responsabilidade social sem destruir as contas públicas”, destacou.

    Críticas a Lula: “Transformou missão oficial em comício”

    O governador também fez críticas diretas a Lula, a quem acusou de usar a máquina pública para fins eleitorais. Ele citou a viagem oficial do presidente à Ásia, na qual Lula declarou que seria candidato em 2026.

    “Ele não tem limite. Usou uma missão oficial, representando o país, para se lançar candidato à Presidência. Isso é um abuso. É o oitavo pleito dele, e continua agindo como se o Estado fosse um palanque”, criticou.

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    Caiado afirmou ainda que o governo federal ignora o equilíbrio fiscal e usa o endividamento público como ferramenta política.

    “Lula volta ao Brasil com quase 1 bilhão de reais em dívidas novas e não está nem aí para o futuro do país. Como é que um empresário vai acreditar num governo que destrói a confiança e mantém juros extorsivos? Essa gestão é um desastre completo”, disse.

    O papel de Bolsonaro e o futuro da oposição

    Embora tenha evitado falar em alianças antecipadas, Caiado elogiou o papel de Bolsonaro como cabo eleitoral, mesmo inelegível, e afirmou que a oposição deve construir um projeto alternativo ao petismo, sem depender exclusivamente do ex-presidente.

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    “Se Bolsonaro estivesse elegível, seria um candidato fortíssimo. Mas o momento pede mais do que isso: pede uma frente que mostre ao país que há alternativa. Não se trata de vaidade, mas de estratégia”, afirmou.

    “Lula perdeu o rumo, e o Brasil vai acordar”

    Caiado encerrou a entrevista com uma mensagem de confiança no desgaste do governo federal até 2026:

    “O povo brasileiro vai entender que o governo Lula é pura maquiagem. Ele não tem responsabilidade fiscal, não tem compromisso com a segurança, e usa o Estado como máquina eleitoral. Quando a ficha cair, a direita vai vencer. E será com trabalho, não com discurso.”

    Com a fala, o governador reforça seu posicionamento como um dos principais porta-vozes do bloco conservador, que busca se reorganizar após a inelegibilidade de Bolsonaro e diante da tentativa do Planalto de retomar o protagonismo político no país.

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