Carlos garante que Jair Bolsonaro virou um leitor voraz na prisão, mas a conta não fecha
Segundo laudo da Polícia Federal, ex-presidente enfrenta problemas neurológicos atrás das grades
Carlos Bolsonaro ficou indignado, nesta semana, com uma notícia de que o pai, Jair, ainda não havia lido um livro sequer na cadeia. Disse que o pai leu, sim, várias obras. A defesa de Bolsonaro, no entanto, não sabe quais livros são esses.
A possibilidade que Bolsonaro, atrás das grades, tenha se tornado um amante voraz de literatura parece improvável, ainda mais quando se analisa o laudo da Polícia Federal, divulgado pelo STF na sexta, que aponta preocupações com a saúde do ex-presidente que apresentaria problemas neurológicos a demandar cuidado.
A leitura na prisão é um dos instrumentos mais conhecidos para redução de pena. Condenados na Lava-Jato recorreram ao expediente com força para eliminar dias de prisão.
Para que isso seja possível, além da leitura, o detento precisa elaborar resenhas e demonstrar que de fato está consumindo conhecimento durante o tempo no cárcere.
Outra forma de abater a pena, menos popular entre presos, é pelo trabalho. Outros condenados por envolvimento na trama golpista já solicitaram esse benefício para poderem dar expediente nas unidades militares em que estão presos.





