Carla Zambelli renuncia ao mandato de deputada e Câmara convoca suplente
Na sexta-feira, o STF determinou o encerramento do mandato em até 48 horas depois que os parlamentares rejeitaram a cassação em votação realizada na quinta
Poupada pelos deputados, mas condenada pelo Supremo Tribunal Federal, Carla Zambelli (PL-SP), presa desde julho na Itália, informou em um ofício à Câmara neste domingo, 14, que renuncia ao seu mandato parlamentar. Com isso, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, determinou a convocação do suplente da chapa, o deputado Adilson Barroso (PL/SP), para assumir a sua cadeira, de acordo com nota divulgada pela assessoria da Câmara nesta tarde.
A renúncia de Zambelli vem depois da decisão do STF, na sexta-feira, que reiterou a cassação da deputada e deu um prazo de até 48 horas para que Motta concluísse a posse do suplente. Zambelli tem duas condenações criminais: uma por coordenar e financiar uma invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e outra por perseguir à mão armada, pelas ruas dos Jardins, bairro paulistano, um homem às vésperas das eleições de 2022. Zambelli deixou o Brasil em junho, numa tentativa de se esquivar das punições, e está oficialmente presa na Itália desde julho.
A pena passa de 10 anos de prisão e deveria, por lei, levar a Câmara a sustar o seu mandato parlamentar. Na votação encerrada na madrugada da quinta-feira 11, contudo, os deputados rejeitaram a cassação. Em uma sessão marcada por muitas ausências, 227 parlamentares votaram a favor – 30 a menos do que os 257 votos necessários para que a perda de mandato fosse decretada. Outros 170 deputados votaram contra e dez se abstiveram. O assunto retornou então ao STF, que manteve a cassação e exigiu de Motta a efetivação da perda do mandato ainda neste fim de semana.





