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Bolsonaro se reúne com ruralistas e é chamado de ‘radical’

Pré-candidato à Presidência atribui resistência a um deputado da Frente Parlamentar da Agropecuária, um 'vaselina'

Por Estadão Conteúdo
29 nov 2017, 09h17 • Atualizado em 4 jun 2024, 18h04
  • Pré-candidato à Presidência da República, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) foi recebido em almoço fechado na sede da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), no Lago Sul, em Brasília, mas não encantou. “Radical”, “genérico” e “inconsistentes” foram algumas das expressões usadas pelos deputados presentes para se referir ao convidado.

    O discurso de Bolsonaro contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a repetição de uma promessa feita de distribuição de fuzis para fazendeiros enfrentarem “invasores” não foram suficientes para unir o candidato aos ruralistas. “A gente não quer uma pessoa que traga mais insegurança”, afirmou o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG).

    O tucano argumenta que “essa campanha está nascendo como uma guerra de marketing. Estão mais preocupados em dar declarações que comovam a opinião pública do que fazer análises profundas”. “Às vezes somos estigmatizados. O setor agropecuário não pode e não tem o egocentrismo de pensar o Brasil só sob o olhar do campo e da produção. Olhamos questões como saúde, educação e segurança”, completou.

    Bolsonaro disse que saía do almoço “confiante” e estimou que 90% dos presentes o receberam bem. Em referência a Domingos Sávio, reclamou por ser chamado de radical e rebateu. “Quero ver se esse vaselina vai resolver o problema da violência. Ele que apresente uma solução”, afirmou.

    ‘Porteira fechada’

    O deputado disse que, caso seja eleito, entregará o Ministério da Agricultura de “porteira fechada” para o setor indicar técnicos, do ministro aos assessores. O deputado Luiz Nishimori (PR-PR) disse ter gostado do discurso de Bolsonaro, mas reconheceu que não é novidade ministro da Agricultura ser escolhido pelo setor: “Isso é normal”.

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    O pré-candidato divergiu de setores do agronegócio ao se opor a proposta de venda de terras para estrangeiros. “Não sou nacionalista. Sou patriota. Quem quer comprar é a China. Ela que vai decidir o alimento que plantará. O que a gente vai comer amanhã?”, questionou. “Agora, se o setor quer vender, eu obedeço.”

    O deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), líder da FPA, foi questionado sobre as críticas reservadas de parlamentares a Bolsonaro. “Na verdade, o importante para a Frente é que não estamos escolhendo nosso candidato”, disse. Leitão ressaltou que os parlamentares já receberam o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito João Doria (PSDB). “Nós utilizamos os pré-candidatos para que eles verbalizem e entendam o sentimento do setor. Eu acho que para isso foi muito bom (o encontro com Bolsonaro). Ele disse que compreende o sentimento do setor e é contra o debate ideológico.”

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