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Bolsonaro já alcançou meta com CPI – transferir responsabilidades

Avaliação é do líder governista Ricardo Barros, que acredita que o preço do combustível pode se descolar da imagem de Bolsonaro

Por Leonardo Caldas Atualizado em 23 jun 2022, 20h53 - Publicado em 23 jun 2022, 20h47

Com 19 pontos percentuais de desvantagem frente ao líder Lula (PT) na corrida presidencial, Jair Bolsonaro (PL) é, ao lado do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o maior entusiasta da instalação de uma turbulenta – e provavelmente instável – CPI da Petrobras, ainda que a comissão de inquérito propriamente dita nunca precise nem sair do papel. A avaliação, feita a VEJA pelo líder do governo Ricardo Barros (PP-PR), é a de que o ex-capitão, ao insuflar uma investigação contra a estatal, quer demonstrar que a petroleira tem mais responsabilidades do que o presidente em um episódio eleitoralmente desafiador, as altas frequentes nos preços dos combustíveis. Para quem enfrenta um adversário que, na pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta, 23, pode vencer a eleição já no primeiro turno, um discurso nesses moldes é a boia de salvação para tentar se manter competitivo na corrida presidencial.

“O objetivo o presidente já alcançou. Quer dizer o seguinte: ‘Falam que eu mando na Petrobras, mas eu não mando. Eu demito o cara, e o cara não sai. Eu nomeio, e o cara não assume. Eu não mando.’ Então, está claro que a responsabilidade do aumento é da empresa, não é do governo, embora o governo seja acionista majoritário. Isso é o que o presidente tentou passar na comunicação dele”, disse Barros, lembrando que o então presidente demissionário da estatal, José Mauro Coelho, resistiu por semanas a ceder a cadeira para o novo indicado o Executivo, Caio Paes de Andrade. “A CPI tem dificuldades. É uma vontade do presidente e do Eduardo Bolsonaro, que estão mais na pilha disso. Depois da reunião de líderes veio a turma do ‘deixa disso’. A oposição inteira está contra”, completou o parlamentar.

O raciocínio público de Ricardo Barros, embora condizente com o cargo de líder do governo, esconde o objetivo que está no cerne da defesa que Bolsonaro e aliados fazem da instalação da CPI: usar a estatal símbolo do petrolão como arma política para desgastar o ex-presidente Lula e o PT a pouco mais de três meses do primeiro turno. Entre os governistas, o entendimento é de que a investigação poderia reacender o principal escândalo de corrupção do país e relembrar a potenciais eleitores que Lula foi condenado a 26 anos de cadeia por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. Sobre as anulações de todas as sentenças, bolsonaristas têm a resposta na ponta da língua: tudo teria sido um grande acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF).

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