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Apoiadores de Bolsonaro dobram aposta em Nunes Marques e Mendonça por guinada contra Lula

Oposição aposta em nova correlação de forças — mas especialistas veem pouca chance de reviravolta ou inelegibilidade

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 fev 2026, 13h53 • Atualizado em 23 fev 2026, 16h46
  • A troca de comando no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), prevista para junho, virou aposta estratégica do bolsonarismo. No Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, a expectativa da oposição em torno da futura presidência de Kássio Nunes Marques e da vice-presidência de André Mendonça — ambos indicados ao Supremo por Jair Bolsonaro — foi tratada como peça de um movimento maior: reverter decisões recentes, inclusive sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Hoje, o TSE já rejeitou pedido de liminar contra Lula e a escola, sob o argumento de que qualquer intervenção antes do desfile configuraria censura prévia. Ainda assim, ministros fizeram alertas em seus votos sobre o risco de eventual propaganda eleitoral antecipada.

    A oposição prepara novas investidas assim que a nova cúpula assumir.

    A nova presidência do TSE pode mudar o jogo?

    Marcela questionou se a chegada de Nunes Marques e Mendonça ao comando da Corte poderia alterar o cenário eleitoral — inclusive no caso do desfile.

    Para o colunista Mauro Paulino, a expectativa de uma guinada é improvável. “Eu acho muito improvável que Nunes Marques tenha uma atuação que não seja equilibrada à frente do TSE”, afirmou.

    Ele destacou que a nova gestão assumirá em um momento sensível: campanha em plena atividade, candidaturas definidas e pressão intensa sobre decisões da Justiça Eleitoral.

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    “Os holofotes estarão voltados para Nunes Marques e para a atuação do TSE”, disse Paulino, apontando que o desafio central não será o Carnaval, mas o combate às fake news e ao uso de inteligência artificial nas campanhas.

    O desfile pode levar Lula à inelegibilidade?

    A possibilidade circulou nos bastidores políticos e alimentou rumores. Um ministro ouvido pela coluna Radar classificou a especulação como “muita boataria”.

    Paulino reforçou que os cenários são distintos. O caso que tornou Bolsonaro inelegível envolveu estrutura de Estado e questionamento direto ao sistema eleitoral. Já o desfile da escola de samba, embora possa ser interpretado como propaganda antecipada, não partiu formalmente de Lula ou do governo.

    “Foi uma iniciativa da escola de samba e a escola é quem deve responder por isso”, avaliou o colunista.

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    No campo jurídico, a distância entre multa e inelegibilidade é grande — e exige comprovação de abuso mais robusto.

    O bolsonarismo aposta mais na política do que no direito?

    A estratégia da oposição combina duas frentes: inundar o TSE com representações e aguardar a nova composição da mesa diretora. A leitura política é que uma mudança no comando pode alterar o clima interno da Corte.

    Paulino, no entanto, relativiza o impacto. “Muita calma nessa hora”, afirmou, lembrando que o TSE atua sob princípios de independência institucional.

    Além disso, a nova presidência enfrentará um tema mais explosivo que o desfile: o controle do uso de ferramentas digitais e inteligência artificial na propaganda eleitoral, questão que tende a dominar a pauta da Justiça Eleitoral.

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    O episódio do Carnaval teve efeito real na opinião pública?

    Para Paulino, os efeitos tendem a se equilibrar. O desfile gerou exposição positiva para Lula, mas também polêmica e mobilização adversária.

    “Minha impressão é que os efeitos positivos e negativos se neutralizam”, disse.

    O saldo eleitoral, portanto, pode ser menor do que o barulho político sugere.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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