As primeiras entregas de Motta em 2026 de olho no Planalto e nas eleições
Presidente da Câmara iniciou ano legislativo mais alinhado ao governo Lula e articulou feito quase inédito em primeira semana de trabalhos da Casa
Focado em ampliar as chances de seu grupo político nas eleições de outubro, o presidente da Câmara, Hugo Motta, já começou o ano mais alinhado ao Palácio do Planalto, aprovando medidas prioritárias do governo Lula.
Na primeira sessão do ano, os deputados deram aval à MP que garante botijão de gás gratuito a famílias de baixa renda, o que foi considerado um gesto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ganha mais uma conquista de seu terceiro mandato a ser defendida na campanha à reeleição. O texto, que precisava ser aprovado pelas duas Casas até a próxima semana para não perder a validade, avançou ontem no Senado e seguirá para sanção do petista.
Em um feito quase inédito, o paraibano avançou nas articulações em janeiro e conseguiu que as comissões temáticas começassem a ser instaladas no dia seguinte à retomada dos trabalhos da Câmara. Um feito quase inédito, já que normalmente as primeiras semanas dos anos legislativos são dedicadas a costuras nos bastidores para a definição da distribuição dos colegiados.
Além de antecipar a melhora da produtividade da Casa em um ano mais curto por causa das eleições, Motta também abre caminho para que outros textos defendidos pelo Executivo e que estejam nas comissões não fiquem em compasso de espera dentro do Legislativo.
O próprio Motta reconheceu que a pauta do plenário da primeira semana foi mais leve e sem polêmicas para que as comissões pudessem ser instaladas com mais facilidade.
Nos últimos dez anos, as comissões permanentes quase sempre foram instaladas em março. As exceções foram em 2020, quando os colegiados não funcionaram normalmente em função da pandemia, e em 2016, quando, sob o comando de Eduardo Cunha, deram a largada apenas em maio.
Desde 2001, as comissões foram instaladas em fevereiro apenas em 2003, 2007 e 2014, mas, em nenhum desses casos, os colegiados haviam saído do papel na primeira semana de trabalhos da Casa.





