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As duas cobranças de Gleisi aos ministros do Centrão

Em análise no Ponto de Vista, repórter Marcelo Ribeiro revela pressão do Planalto sobre aliados

Por Marcelo Ribeiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 set 2025, 16h44 • Atualizado em 8 set 2025, 16h49
  • O governo federal intensificou a articulação política para tentar conter a pauta da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e, ao mesmo tempo, destravar projetos considerados prioritários pelo Palácio do Planalto, como a reforma do Imposto de Renda. Segundo o repórter Marcelo Ribeiro, da coluna Radar, em análise no programa Ponto de Vista, a presidente do PT e ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, convocou ministros de partidos do Centrão para “operar” junto a suas bancadas no Congresso.

    De acordo com Ribeiro, a preocupação do Planalto é que as principais propostas do governo estejam sendo “escanteadas” em favor de projetos de interesse da oposição e de setores do Centrão, como a chamada PEC da Anistia e a PEC da Blindagem, que busca restringir investigações contra parlamentares. “A Gleisi pediu um socorro. A avaliação dentro do Planalto é que o Congresso vem deixando de lado as prioridades do governo”, disse.

    Entre as matérias estratégicas, Ribeiro destacou a reforma do Imposto de Renda, que chegou a ser aprovada em comissão especial antes do recesso parlamentar de julho, mas não avançou desde a retomada dos trabalhos. “Essa proposta poderia ter sido pautada já na semana passada, mas sequer entrou em votação no plenário”, afirmou.

    Outra prioridade é a PEC da Segurança Pública, que ainda caminha lentamente no Legislativo. Uma comissão especial foi criada, mas o texto deve levar tempo para ser apreciado. Enquanto isso, a oposição tem conseguido impulsionar temas caros ao bolsonarismo, colocando em segundo plano a agenda econômica do governo Lula.

    Os bastidores sobre a crise com Tarcísio

    No campo político, Ribeiro trouxe ainda bastidores sobre a postura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que, em ato público, chamou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de “tirano” e defendeu a anistia. Para analistas do Congresso ouvidos pelo repórter, a estratégia pode ter efeito contrário ao pretendido.

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    Segundo Ribeiro, Tarcísio buscou “pagar pedágio” para assegurar a bênção do ex-presidente Jair Bolsonaro e se viabilizar como candidato ao Planalto em 2026. No entanto, a forma como se posicionou foi avaliada como excessiva. “O tom foi de vassalagem, de subserviência. Isso pode agradar à militância fiel de Bolsonaro, mas tende a afastar eleitores de centro, que são essenciais em uma eleição nacional”, afirmou.

    A leitura no meio político é que, ao adotar um discurso mais radicalizado, Tarcísio fortalece sua relação com a base bolsonarista, mas corre o risco de comprometer sua capacidade de atrair apoios mais amplos no futuro.

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