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Após criticar Bolsonaro, Wilson Witzel perde apoio do PSL na Alerj

Estimulado pelo senador Flávio Bolsonaro, partido do presidente da República deixa de integrar a bancada governista; legenda tem 12 dos 70 deputados da Casa

Por Redação 16 set 2019, 19h08 • Atualizado em 16 set 2019, 19h42
  • Maior partido da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) – com doze deputados de um total de setenta –, o PSL anunciou nesta segunda-feira, 16, o desembarque da base do governo de Wilson Witzel (PSC). A legenda, comandada no Rio pelo senador Flávio Bolsonaro, era a principal sustentação do governador, que foi eleito na esteira do bolsonarismo.

    A discordância se deu justamente por Witzel ter feito críticas ao presidente Jair Bolsonaro em entrevista ao canal GloboNews e afirmado que quer concorrer à Presidência. A ordem foi dada por Flávio após a entrevista, na qual Witzel também negou que sua vitória eleitoral tenha se dado por causa da onda bolsonarista. Ele tinha 1% das intenções de voto no início do período eleitoral, segundo os principais institutos de pesquisa.

    A bancada já vinha insatisfeita com o governador, que há alguns meses tenta se desvencilhar do PSL a fim de marcar posição para uma eventual disputa contra Bolsonaro na eleição de 2022. Isso se deu tanto na distribuição de cargos no governo quanto na relutância em apoiar a pré-candidatura à prefeitura do Rio do deputado estadual Rodrigo Amorim, que é do partido do presidente.

    Os parlamentares do PSL terão que abandonar os cargos que ocupam na gestão Witzel, o que também inclui a vice-liderança do governo na Alerj, ocupada atualmente por Alexandre Knoploch – que criticava publicamente a postura política do governador, mesmo sendo seu representante na Casa. Em agosto, ele disse que Witzel deveria “ter caráter” e apoiar o PSL na eleição municipal.

    A bancada do PSL se reuniu nesta segunda-feira, quando bateu o martelo sobre o desembarque do governo. Uma nota assinada pelo líder da sigla na Assembleia, Dr. Serginho, diz que a saída da base de Witzel se dá “por discordar de posicionamentos políticos do governador”. “Os doze deputados do partido reiteram o compromisso com o Estado do Rio de Janeiro.”

    (Com Estadão Conteúdo)

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