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Após confronto, Dilma recebe MST e ganha presentes

Nesta quarta-feira, sem-terra arremessaram pedaços de madeira e pedras contra policiais militares e ameaçaram invadir o prédio do Supremo

Por Da Redação 13 fev 2014, 11h54

Um dia depois de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) promoverem um tumulto em Brasília, cercando os prédios dos três Poderes e ferindo policiais, a presidente Dilma Rousseff recebeu líderes dos sem-terra na manhã desta segunda-feira, no Palácio do Planalto.

Além da presidente, participaram do encontro o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Pepe Vargas. Dilma ganhou uma cesta com produtos produzidos nos assentamentos do MST.

Nesta quarta, os sem-terra arremessaram pedaços de madeira e pedras contra policiais militares – 22 ficaram feridos – e ameaçaram invadir o prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve a sessão suspensa por um alerta da segurança.

Os líderes dos sem-terra entregaram uma carta à presidente reclamando “da necessidade urgente de fazer mudanças nas políticas agrárias” do governo. “O governo foi incapaz de resolver esse grave problema social e político. A média de famílias assentadas por desapropriações foi de apenas 13.000 por ano, a menor média após os governos da ditadura militar. É necessário assentar, imediatamente, todas as famílias acampadas”, diz trecho da carta.

O MST, como já mostrou VEJA em diversas reportagens, é comandado por agitadores profissionais que, a pretexto de lutar pela reforma agrária, se valem de uma multidão de desvalidos como massa de manobra para atingir seus objetivos financeiros. Sua arma é o terror contra fazendeiros e também contra os próprios assentados que se recusam a cumprir as ordens dos chefões do movimento e a participar de saques e atos de vandalismo. Com os anos, o movimento passou por um processo de mutação. Foi-se o tempo em que seus militantes tentavam dissimular as ações criminosas do grupo invocando a causa da reforma agrária. Há muito isso não acontece mais. Como uma praga, o MST ataca, destrói, saqueia – e seus alvos, agora, não são mais apenas os chamados latifúndios improdutivos.

(Com Estadão Conteúdo)

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