Alvo de operação da PF diz que seguia decisão de presidente da Câmara e de líderes
Defesa de assessora responsável por organizar distribuição de emendas alega que servidora fazia trabalho técnico
Os advogados de Mariangela Fialek, assessora especial da Câmara responsável pela organização da distribuição de emendas parlamentares e que foi alvo de operação da PF nesta sexta-feira, alegam que a servidora exercia um trabalho técnico e que ela seguia o que era determinado pela presidência da Casa e pelo colégio de líderes.
A defesa de Tuca, como Mariangela é conhecida nos bastidores, nega que ela tenha cometido irregularidades no tratamento dos recursos.
“Nessa condição, era responsável tecnicamente pela organização das emendas parlamentares, nos exatos termos do que decidido pela Presidência da Casa e por todos os líderes partidários indistintamente [colégio de líderes]”, argumentam os advogados Luis Inácio Lucena Adams e Maria Claudia Bucchianeri Pinheiro.
“Sua atuação era estritamente técnica, apartidária e impessoal, nos exatos termos do que dispõe a LC 210/2024, editada em cumprimento às decisões do Supremo Tribunal Federal”, acrescentam.
Na conclusão da nota, a defesa pontua que não foi imputada a Tuca a prática de nenhuma irregularidade funcional ou criminal. “O objetivo da medida realizada na data de hoje era o de acessar informações relacionadas à função que exerce na Câmara dos Deputados, relativas às indicações, por deputados, de verbas de emendas. Tais informações, registre-se, hoje já são públicas”.





