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Aliado de Bolsonaro sugere que Flávio indique Zema para a vaga de vice-presidente

Objetivo é tentar ampliar vantagem em Minas Gerais, estado considerado chave no xadrez eleitoral

Por Ricardo Chapola Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 fev 2026, 14h45 •
  • Presidente nacional do Progressistas, o senador Ciro Nogueira (PI) sugeriu ao pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, que escolha o governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), também pré-candidato ao Planalto, para ocupar a vaga de vice-presidente em sua chapa.

    Em uma conversa com o Filho Zero Um de Jair Bolsonaro, Nogueira argumentou que a dobradinha com Zema poderia ajudar Flávio a derrotar Lula em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país. Além disso, o estado é simbólico, porque, desde a redemocratização, quem venceu as eleições por lá acabou conquistando a Presidência.

    O conselho dado pelo senador se sustenta no resultado obtido por Zema nas eleições passadas. Em 2022, ele foi reeleito ao governo de Minas no primeiro turno. Logo após a vitória, passou a fazer campanha para Bolsonaro e ajudou o capitão a reduzir a diferença para Lula entre o primeiro e o segundo turno em 510.000 votos no Estado. “Está todo mundo conversando com todo mundo, mas essa questão da vice não vai ser definida agora”, desconversa o governador mineiro, que, publicamente, garante que vai levar sua candidatura até o fim.

    Nogueira defendeu ainda que o filho de Bolsonaro se aproxime ao máximo do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos). Se Flávio também for ajudado por esse outro aliado de seu pai na campanha, ele poderá abrir vantagem sobre Lula no Estado que é o maior colégio eleitoral do país e até neutralizar a esperada folga que o presidente conseguirá no Nordeste, um histórico reduto petista.

    Outras possibilidades

    Flávio Bolsonaro tem sido estimulado a deixar o radicalismo do pai de lado e ser mais pragmático na construção de seu projeto presidencial. O senador pensa em ter como vice um político que seja filiado a um partido de centro e que o ajude a atenuar a resistência enfrentada entre certos grupos de eleitores.

    Um outro nome cogitado pelos estrategistas do PL é o da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que foi ministra da Agricultura do governo passado. Ela é respeitada entre os representantes do agronegócio e teria condições de diminuir a rejeição da família Bolsonaro junto ao eleitorado feminino.

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