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Alckmin critica pressa do MPF em remeter inquérito à 1ª instância

Investigado por receber recursos não contabilizados em campanha, tucano renunciou ao governo para concorrer à Presidência e perdeu foro privilegiado

Por Estadão Conteúdo - 11 abr 2018, 17h05

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) usou as redes sociais para criticar “o açodamento” com que o Ministério Público Federal (MPF) pediu o envio, à primeira instância, do inquérito em que o tucano é citado por delatores da Odebrecht. O tucano renunciou ao comando do estado para disputar a Presidência da República nas eleições de 2018. Porém, fora do cargo, ele perdeu a prerrogativa de responder apenas perante o Superior Tribunal de Justiça.

“A defesa de Geraldo Alckmin se surpreendeu com a notícia do açodamento de setores do Ministério Público Federal, já que o processo está tramitando normalmente e será remetido, em termo oportuno, para instância competente”, escreveu o presidenciável do PSDB em seu perfil no Twitter.

Alckmin reagiu ao pedido do MPF para que o vice-procurador da República Luciano Mariz Maia remeta “o mais rápido possível”, para a Justiça estadual de São Paulo, o inquérito em que o tucano é investigado por ser beneficiário de recursos não contabilizados para campanha eleitoral. O cunhado do tucano, Adhemar Cesar Ribeiro, também é alvo da investigação. O documento é assinado por nove procuradores da República que integram a Operação Lava Jato no estado.

“Espera-se que a apuração dos fatos continue a ser feita de forma isenta e equilibrada, sem contaminação política, pois repele a ideia que o inquérito, enquanto tramitou no STJ e na PGR, tenha servido de ‘blindagem’ para o ex-governador”, continua a nota.

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