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Acadêmicos de Niterói seguirá com ‘enredos progressistas’, diz presidente de honra e vereador do PT

Escola quer manter mobilização que uniu a esquerda e extrapolou a cidade da Região Metropolitana, apesar da queda para a Série Ouro

Por Ludmilla de Lima Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 fev 2026, 16h01 • Atualizado em 22 fev 2026, 12h07
  • A direção da Acadêmicos de Niterói já decidiu que seguirá a linha de enredos progressistas para os próximos carnavais. A VEJA, o presidente de honra da escola, o vereador do PT Anderson Pipico, afirma que é preciso também manter a mobilização conquistada pela agremiação. A Niterói surgiu em 2023 na série Ouro com a mudança de nome da Acadêmicos do Sossego. A antiga escola, com raízes no bairro do Largo da Batalha, embora tradicional em Niterói, nunca chegou nem perto da popularidade vista agora com o enredo em homenagem ao presidente Lula. Mesmo assim, a Niterói acabou rebaixada do Grupo Especial, e há um temor que traga consequências jurídicas para Lula em ano de eleição, pelas acusações da direita de propaganda antecipada. “Desde o primeiro momento a gente entendeu que o enredo seria polêmico. Mas ele colocou a Niterói num patamar de visibilidade acima do de outras escolas do Grupo Especial. É uma das mais faladas, antes e também no pós-carnaval”, diz Pipico. “A Niterói ter caído deixa a gente triste. É lógico que ninguém está feliz. Mas o sentimento da comunidade, dos trabalhadores e de todo mundo que participou do processo é de dever cumprido. Demos o nosso recado no carnaval, que sempre foi um espaço crítico, de se falar de várias conjunturas, inclusive políticas”.

    Novos torcedores

    Para ele, a Niterói virou a “escola do coração de muita gente”, apesar do resultado. Sem quadra ou ligação profunda hoje com o bairro de origem, a agremiação desde que divulgou o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” para sua estreia no Grupo Especial extrapolou Niterói em torcedores, uniu a esquerda e parte da classe artística e precisou se adaptar diante dos muitos pedidos por fantasias, distribuídas de graça. Era necessário participar dos ensaios num clube alugado no bairro da Ponta D’Areia para garantir lugar no desfile; mas a direção se viu obrigada a abrir espaço para “convidados” tamanha a demanda de petistas de outros estados. “Agora é um momento de reflexão e avaliação. De qualquer forma, a escola vai se reorganizar para manter essa comunidade de pessoas que passou a gostar da Niterói mobilizada, mantendo a linha de posicionamento. É importante a coerência de enredos progressistas”, analisa o presidente de honra, neste posto desde os tempos da Sossego.

     

    Fafá de Belém e outros artistas em carro da Acadêmicos de Niterói
    Fafá de Belém e outros artistas em carro da Acadêmicos de Niterói (Alex Ferro/Riotur/Divulgação)

    Negociações por quadra própria

    Fato é que a cidade de Niterói chamou muito a atenção neste carnaval na Sapucaí. A grande campeã é a Viradouro, do bairro do Barreto. A vermelha e branca, que homenageou Mestre Ciça, e a Acadêmicos de Niterói ganharam R$ 4 milhões cada uma da prefeitura comandada por Rodrigo Neves (PDT). A cúpula da agremiação que volta à Série Ouro já trava conversas com o prefeito para conseguir uma quadra na cidade. “Contamos com a sensibilidade do governo”, adianta Pipico, que também desfilou na Viradouro e assistiu na Sapucaí ao desfile da União de Maricá, vencedora da Série Ouro e que tem como patrono o prefeito Washington Quaquá, vice-presidente nacional do PT. “Maricá vai para o Grupo Especial com todo mundo sabendo da visão progressista da escola”, diz o vereador de Niterói.

     

    No Instagram da Acadêmicos de Niterói, após o resultado do júri na Avenida, a escola postou: “A arte não é para os covardes”. A primeira-dama Janja comentou: “Vocês realmente foram gigantes!!”. Lurian, filha de Lula, escreveu: “Vocês foram incríveis, ousados e corajosos, e ainda assim caberiam 1000 adjetivos positivos a toda comunidade”, postou, depois completando. “A história da minha família não foi simplesmente narrada… Foi sentida e vivida por cada espectador das arquibancadas e camarotes!! Por vezes vitoriosa não é a escola que soma pontos, mas a escola que deixa o samba na mente e na ponta da língua do povo… Quem viver, verá!”. Já é certo que o intérprete oficial, Emerson Dias, caracterizado de Lula ao puxar o samba na Avenida, ficará para o ano que vem.

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