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Abin pediu lista secreta com 1500 nomes de russos fichados pelos EUA

Ideia era checar se russo preso no Brasil e investigado por espionagem também já havia sido identificado pela CIA

Por Laryssa Borges Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
11 fev 2024, 10h45

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) pediu a autoridades brasileiras que compartilhassem com ela uma lista secreta elaborada pelo governo dos Estados Unidos com os nomes de 1.500 russos fichados pelas forças policiais americanas e considerados personae non gratae pela Casa Branca. No documento estariam espiões a serviço da administração de Vladimir Putin. Segundo interlocutores da agência, o documento nunca chegou a ela.

A ideia era checar, por exemplo, se na listagem havia referências a Sergei Vladimirovich Cherkasov, preso no Brasil por uso de documento falso, mas investigado também por acusações como espionagem, lavagem de dinheiro e corrupção. O acesso à lista de potenciais espiões russos detectados pela inteligência americana ganha relevo porque os Estados Unidos chegaram a encaminhar ao Brasil um pedido de extradição do mesmo Cherkasov, aumentando entre investigadores a suspeita de que ele, de fato, integrava o documento pedido pela Abin.

O Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça, no entanto, negou a solicitação do governo de Joe Biden porque a Rússia já havia feito o mesmo pedido – e recebido aval do Supremo Tribunal Federal (STF) para a entrega do russo a seu país de origem.

Apesar do aval do STF para a extradição de Cherkasov, o processo está paralisado por ordem do ministro Edson Fachin porque o magistrado decidiu que, antes da entrega dele, a Polícia Federal precisa concluir a investigação que apura se o russo integra uma rede de espionagem com atos em pelo menos três países: Brasil, Estados Unidos e Irlanda. Preso em 2022 na Holanda com um passaporte brasileiro falso, ele teve os sigilos bancário e telemático quebrados e os bens bloqueados para averiguação.

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Extradição voluntária

Em março do ano passado, o ministro Edson Fachin homologou a chamada extradição voluntária, situação em que o criminoso confessa os crimes dos quais é acusado e pede para ser devolvido ao seu país. A acusação contra Cherkasov na Rússia envolve participação em organização criminosa e tráfico de heroína e há uma ordem de prisão expedida por autoridades russas contra ele desde junho de 2022.

No caso específico, o pedido de extradição voluntária chamou a atenção de investigadores porque, se ficar comprovado que Serguei Cherkasov é mesmo um espião a serviço do Kremlin, o retorno à Rússia pode significar caminho livre para que ele fique impune.

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