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A ‘tônica’ de Lula com bets, blusinhas e dívidas

Responsável pela pauta econômica do plano de governo de Flávio Bolsonaro, ex-presidente da Caixa acusa Lula de levar o país ao 'abismo'

Por Nicholas Shores Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 jul 2026, 14h00
A ‘tônica’ de Lula com bets, blusinhas e dívidas Priorizar nos meus resultados Google

Responsável pela pauta econômica do plano de governo do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques afirma que gerar problemas e depois apresentar soluções para os próprios malfeitos é uma “tônica” do governo Lula, que ela acusa de estar levando o país para o “abismo”. 

“Ele regulamenta as bets e depois ele critica as apostas e os abusos. Ele taxa as blusinhas e depois, no ano da eleição, ele retira o imposto que ele mesmo criou. Ele enrola as famílias, tirando o poder de compra, fazendo com que elas se endividem para sobreviver e, depois, cria um Desenrola que tem muito mais cara de um ‘Atola’”, disse a administradora.

A lei que permitiu a entrada das plataformas de apostas on-line e de jogos de azar no Brasil foi sancionada por Michel Temer nos últimos dias de seu governo, em dezembro de 2018. O texto previa a regulamentação da operação das empresas do segmento em um prazo de quatro anos, mas o governo de Jair Bolsonaro nada fez. 

Depois de Lula assumir, em 2023, o ministério da Fazenda, sob comando de Fernando Haddad, enfim estabeleceu as diretrizes para a atuação das bets, de olho na arrecadação bilionária em impostos e outorgas, mas falhou na prevenção de consequências socioeconômicas como a ludopatia e o endividamento das famílias.

Agora, a poucos meses das eleições, tanto Lula, candidato à reeleição, como Haddad, que vai disputar o governo de São Paulo, atacam as apostas on-line em declarações públicas.

Para Daniella Marques, o corolário negativo da proliferação das bets é sintoma da busca por alguns brasileiros de soluções milagrosas para a perda de poder de compra. “A gente vai ter que dar uma atenção para essa camada mais vulnerável da população. Não é um fator isolado. É algo que vai ser integrado em toda essa agenda absolutamente prioritária para o Flávio Bolsonaro de mobilidade social, com foco na jornada do cidadão, para que ele tenha uma perspectiva de futuro melhor no dia a dia das famílias”, declara.

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