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A reunião em que Lula sinalizou que repetirá chapa com Alckmin em 2026

"Em time que está ganhando não se mexe", disse Lula durante encontro com o vice-presidente

Por Ricardo Chapola Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 jan 2026, 11h00 •
  • O presidente Lula participou nesta semana de uma reunião no Palácio do Planalto na qual indicou que pretende repetir a chapa vitoriosa com Geraldo Alckmin (PSB) na disputa pelo quarto mandato.

    O encontro teve caráter reservado, ocorreu na segunda-feira, 12, e contou com a presença do vice-presidente e do ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT).

    A conversa entre os três teve como pano de fundo as eleições – tanto as nacionais, quanto as de São Paulo. Lula fez projeções em cima de dois cenários.

    No primeiro, com o governador Tarcísio de Freitas candidato à reeleição, reafirmou a importância de Haddad concorrer a uma vaga no Senado. Se a opção do governador for disputar a Presidência, o ministro da Fazenda, de acordo com o presidente, é a melhor opção do PT para o Palácio dos Bandeirantes, mesmo com grandes chances de derrota.

    Haddad hesita em se voluntariar para o que muitos definem como um “sacrifício eleitoral”. Alckmin também não estaria disposto a se engajar na tarefa, possibilidade que já foi cogitada pelos petistas, além do fato de o PSB já ter um pré-candidato ao governo paulista, o ex-governador Márcio França.

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    O  presidente também comentou que a permanência de Alckmin na chapa evitaria turbulências. O PSB comemorou. “Alckmin construiu uma relação de confiança com Lula. Graças a ele, Lula também obteve uma votação muito melhor em São Paulo em 2022. Apesar de Bolsonaro ter vencido por lá, foi a redução dessa vantagem que garantiu a vitória do presidente naquele ano. Essa decisão é uma maneira de Lula manter a estabilidade”, disse o deputado Jonas Donizette, líder do PSB na Câmara.

    O PT, por sua vez, trabalha com pelo menos três nomes que poderiam eventualmente substituir Geraldo Alckmin. Josué Alencar, ex-­presidente da Fiesp e filho de José Alencar, vice-­presidente de Lula no primeiro mandato, é citado como alternativa caso seja necessária uma aproximação maior do presidente com o setor empresarial.

    Se a estratégia for atrair os maiores partidos de centro para uma aliança, o governador Helder Barbalho (MDB) foi listado como o candidato capaz de executar a missão. E, ainda no campo das hipóteses, houve quem defendesse até mesmo uma chapa puro-sangue, com o ministro da Fazenda Fernando Haddad ocupando a posição de vice.

    A ideia foi justificada como uma precaução diante da idade avançada do presidente, que completou 80 anos. A decisão, porém, como sempre, será de Lula — e tudo indica que ela já está encaminhada.

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