A proposta de Eduardo Leite para reforma do STF
Governador do RS defendeu idade mínima para ascensão à cadeira do Supremo, e tempo limite para exercício do cargo
Diante da crise de credibilidade vivida pelo STF em decorrência do escândalo do Banco Master, agravada depois que dois ministros da Corte tiveram seus nomes citados nas investigações, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, o governador do Rio Grande do Sul e pré-candidato à Presidência pelo PSD, Eduardo Leite, afirmou nesta quinta-feira que é favorável a uma uma reforma política e institucional que “melhore” o funcionamento do Supremo.
Para o governador gaúcho, o mandato de um ministro do STF deveria servir para “coroar uma carreira jurídica brilhante”, e não para que o magistrado desenvolva sua trajetória profissional ou promova o “sucesso” dos escritórios de familiares.
Nessa esteira, Leite propõe que juristas só possam ascender à cadeira de ministro do Supremo a partir dos 60 anos de idade, e que lhes seja permitido um mandato de no máximo 15 anos.
Declarou, na sequência, que crises como a do Banco Master deixam o país “imobilizado”, e que discussões sobre a resolução de tais escândalos e sobre reformas institucionais devem ser feitas com “serenidade” e “firmeza”, para que resultem em equilíbrio entre as instituições da República.
Ao lado dos governadores Ronaldo Caiado, de Goiás, e Ratinho Júnior, do Paraná, Leite é um dos políticos cotados pelo PSD de Gilberto Kassab para disputar o Planalto neste ano. A decisão da sigla deverá ser tomada até o dia 31 de março.
As declarações foram feitas, há pouco, em um encontro entre o governador e representantes de entidades privadas da Saúde, em São Paulo.







