A previsão de Hamilton Mourão sobre processo contra Bolsonaro no STM
Senador critica a condução dos processos contra militares e diz que o STF enfrenta crise que vai além do bolsonarismo
Em entrevista ao programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, o senador Hamilton Mourão fez críticas duras à condução dos processos envolvendo militares e o ex-presidente Jair Bolsonaro, além de avaliar o desgaste crescente do Supremo Tribunal Federal diante da opinião pública (este texto é um resumo do vídeo acima).
Segundo Mourão, tanto o rito jurídico quanto o ambiente político em torno desses casos ajudam a explicar o momento delicado vivido pelas instituições.
Houve falhas no julgamento de militares e de Bolsonaro?
Para Mourão, os processos que atingiram Bolsonaro e oficiais-generais apresentam vícios graves. O senador afirmou que os réus não tiveram acesso ao chamado “duplo grau de jurisdição”, sendo julgados em instância única, o que, na sua avaliação, fere o devido processo legal.
“O processo é eivado de erros”, disse, ao sustentar que muitos dos acusados sequer deveriam ter sido julgados na instância em que foram. Ele também minimizou a natureza dos crimes analisados, destacando que não se tratam de acusações como homicídio ou corrupção.
O que pode acontecer no julgamento no STM?
Ao comentar a atuação do Superior Tribunal Militar, Mourão avaliou que o processo tende a ser longo. Segundo ele, o rito da Corte Militar prevê relator, revisor, pedidos de vista e uma tramitação mais lenta.
Na leitura do senador, a decisão dificilmente sairá antes do segundo semestre — possivelmente já em pleno período eleitoral — ou mesmo apenas no início do próximo ano. Para ele, isso pode ter efeitos políticos relevantes no calendário de 2026.
Por que o STF virou alvo de críticas mais amplas?
Questionado pelo colunista Robson Bonin sobre o clima no Supremo, Mourão afirmou que as críticas deixaram de ser restritas ao campo bolsonarista. Segundo ele, enquanto a Corte era vista como “defensora da democracia”, recebia aplausos; agora, com a revelação de episódios envolvendo ministros e familiares, a percepção mudou.
O senador citou diretamente o caso do Banco Master como um fator que agravou o desgaste da imagem do STF. Para Mourão, esses episódios ampliaram a desconfiança da sociedade em relação à Corte.
A crise do Supremo afeta a liberdade de imprensa?
Na avaliação do senador, o ambiente de tensão também atingiu jornalistas que passaram a investigar ou expor esses episódios. Mourão criticou ataques direcionados a profissionais da imprensa e afirmou que esse tipo de reação não é compatível com um sistema democrático saudável.
“A liberdade de imprensa é fundamental”, disse, ao alertar para os riscos institucionais de um Judiciário que passa a ser visto como intolerante a críticas.
Prisão domiciliar seria uma saída política para Bolsonaro?
Sobre a possibilidade de Bolsonaro deixar o Complexo da Papuda e ir para prisão domiciliar, Mourão adotou um tom mais cauteloso. Ele afirmou que o mais importante é a existência de um relacionamento respeitoso entre familiares do ex-presidente e ministros do Supremo, em especial Alexandre de Moraes.
A fala reforça a leitura de que uma eventual mudança no regime de prisão pode funcionar como tentativa de reduzir a tensão política em torno do caso.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.





