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A pedra no sapato nos planos do diretor da PF de virar ministro da Segurança Pública

Mencionado no escândalo dos respiradores, Rui Costa não se bica com Andrei Rodrigues

Por Laryssa Borges Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 jan 2026, 22h37 •
  • Se o presidente Lula decidir enfim criar o Ministério da Segurança Pública, promessa de campanha que nunca saiu do papel, um fiel escudeiro do petista promete ser a principal pedra no sapato para evitar que o escolhido seja o diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues, nome que aparece entre os principais candidatos a comandar a nova pasta depois da saída de Ricardo Lewandowski. Trata-se do ministro da Casa Civil Rui Costa.

    O juiz aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) deixou o governo na quinta-feira, 8, após sucessivos pedidos familiares, e fomentou uma lista de virtuais concorrentes. Lula nomeou como ministro interino o secretário-executivo da pasta, Manoel Carlos de Almeida Neto, que já foi secretário-executivo do Tribunal Superior Eleitoral e secretário-geral do Supremo. Ele deve ficar no cargo até o presidente tomar sua decisão política.

    Além de Andrei, que já teria o veto de Costa, aparecem como cotados para uma eventual pasta da Segurança Pública o ex-ministro Wellington Lima e Silva, que por pouco mais de dez dias ocupou a pasta da Justiça no governo de Dilma Rousseff e hoje é o advogado-geral da Petrobras, e ex-governadores alinhados ao governo e dispostos a levar a pauta da segurança pública, principal preocupação dos eleitores no ano em que Lula tentará um quarto mandato, ao status de carro-chefe da disputa presidencial.

    As ressalvas de Rui Costa a André Rodrigues são antigas e renovadas cada vez que o nome do chefe da Casa Civil volta a circular como ligado ao escândalo dos respiradores, uma compra fracassada de 300 ventiladores hospitalares para o Consórcio Nordeste durante a pandemia de Covid-19 e que gerou prejuízo de 48 milhões de reais para os cofres públicos. Costa era o presidente do consórcio na época da transação furada e, conforme revelou VEJA, procurou recentemente interlocutores do Judiciário para mapear possíveis desfechos do caso.

    Revelado por VEJA em outubro de 2022, o inquérito já passou pelas mãos da PF baiana, do STF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e mostra, entre outras coisas, que o grupo de estados comandado por Rui Costa pagou quase 50 milhões de reais para comprar equipamentos de saúde durante o avanço da Covid, não recebeu os produtos e ainda atestou que os insumos haviam sido entregues “em perfeitas condições”. Rui Costa sempre alegou inocência e disse que ele é quem denunciou a fraude e pediu investigação às autoridades.

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