Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

A nova provocação de Lula contra a direita

Candidatíssimo, presidente desmonta a narrativa de perseguição do discurso bolsonarista

Por Matheus Leitão 12 dez 2025, 17h05 • Atualizado em 13 dez 2025, 10h30
  • A entrevista concedida por Lula ao Estado de Minas, publicada após o anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, foi além das sinalizações sobre o cenário local. Em meio às respostas, o presidente fez questão de dirigir provocações claras à direita, num movimento calculado que recoloca o debate político em termos mais amplos e nacionais.

    Ao afirmar que Jair Bolsonaro “tem que pagar” pela tentativa de golpe e que não adianta agora “choramingar”, Lula reposiciona a discussão no campo da responsabilização institucional. O recado é direto: não há espaço para acordos, anistias ou atalhos jurídicos quando se trata de ataques à democracia.

    O contraste é intencional. Ao lembrar que perdeu eleições, aceitou derrotas e não tentou subverter o resultado das urnas, Lula opõe sua trajetória à do bolsonarismo e de seus herdeiros políticos. A provocação não é apenas pessoal, mas simbólica, ao reforçar a ideia de que disputar o poder pressupõe aceitar regras e limites.

    O momento da fala não é casual. Com a direita tentando se reorganizar e lançar novos nomes, Lula antecipa o confronto e procura desmontar, desde já, a narrativa de perseguição que tende a marcar o discurso bolsonarista em 2026. Ao fazer isso, o presidente volta a um terreno conhecido, apresentando-se como defensor das instituições enquanto empurra seus adversários para o campo da exceção.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    MELHOR OFERTA

    Digital Completo