A nova licitação bilionária do gás no Rio que agita o mundo político
Castro busca agilizar processo licitatório para que aconteça em seu mandato
O governo Cláudio Castro (PL) decidiu iniciar os procedimentos para a realização de uma nova licitação das concessões do serviço de distribuição de gás canalizado. O contrato com a Naturgy – empresa holding das concessionárias CEG e CEG Rio – tem término previsto para julho de 2027, mas Castro tenta agilizar o processo para que aconteça ainda em seu mandato. Como o secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, já disse a VEJA, o negócio pode gerar “algumas dezenas de bilhões” para os cofres do estado.
De acordo com o governo, a decisão de não renovar o contrato atual se deu após análise do mercado e de estudos técnicos independentes. A expectativa é de que o novo marco regulatório do gás aumente a concorrência, atraia investimentos e reduza o preço para o consumidor. A previsão é de que o processo licitatório seja concluído no prazo de sete a doze meses.
“Realizamos um trabalho técnico, criterioso e transparente. A modelagem está sendo construída com fundamentos sólidos, garantindo segurança jurídica, previsibilidade e foco na eficiência. O objetivo é estruturar uma concessão que estimule investimentos e promova maior competitividade no setor”, afirmou Miccione.
A discussão, às vésperas da eleição para o Palácio Guanabara, tem chamado a atenção do mundo político – a concessão do gás é vista como uma “nova Cedae” em termos de volume de recursos que pode envolver. A CEG, responsável pela distribuição de gás na Região Metropolitana, e a CEG Rio, que abrange o interior, possuem cerca de um milhão de clientes no Rio. A cobertura atual é de 20%, e os contratos vigentes foram assinados em 1997.





