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A história por trás da BMW que a PF diz ser do ex-presidente do Rioprevidência

Carro apreendido em Santa Catarina estava registrado em nome de uma empresa de aliados de Deivis Antunes, que teriam tentado transferi-lo para evitar apreensão

Por Rayssa Motta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 fev 2026, 18h05 • Atualizado em 12 fev 2026, 18h12
  • Um dos carros apreendidos pela Polícia Federal na quarta-feira, 11, na terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga investimentos do Rioprevidência, fundo de aposentadorias dos servidores fluminenses, no Banco Master, uma BMW branca, pertenceria a Deivis Marcon Antunes, ex-presidente da autarquia, embora estivesse registrada em nome de uma empresa. Ele nega ser o dono do veículo.

    O veículo pertence formalmente a um CNPJ ligado aos irmãos Rodrigo e Rafael Schmitz, que assim como Deivis foram presos na semana passada. Três dias depois que a Polícia Federal deflagrou a primeira fase da operação, houve uma tentativa de transferir o carro para terceiros, o que os investigadores interpretaram como uma manobra de blindagem patrimonial para evitar uma eventual apreensão, o que efetivamente aconteceu ontem.

    Rodrigo e Rafael Schmitz foram presos por suspeita de ajudar o ex-presidente do Rioprevidência a ocultar provas da investigação, de acordo com a PF. Eles estiveram no apartamento dele, em Botafogo, na zona sul do Rio, e levaram documentos quando o inquérito já estava em curso. Deivis estava em uma viagem de férias com a família nos Estados Unidos. Os investigadores descobriram a ação porque apreenderam todo o circuito de segurança do condomínio.

    O carro foi apreendido em Santa Catarina. Uma Porsche também foi levada pela PF. Durante as buscas em um dos endereços nesta quarta, em Balneário Camboriú, uma mala com R$ 429 mil foi atirada pela janela do trigésimo andar pelo empresário Igor Paganini, que também passou a ser formalmente investigado pela Polícia Federal. Ele é apontado como alguém do círculo pessoal de Deivis.

    Em nota, por meio de sua assessoria, o ex-presidente do Rioprevidência negou qualquer obstrução às investigações da PF. “Ele nega de forma peremptória que tenha promovido qualquer destruição de imagens, documentos ou provas, informando exatamente sobre os fatos e como se deram, de forma a afastar qualquer ilação sobre um comportamento ilegal dele”, diz a manifestação.

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    Na gestão de Deivis e de outros dois ex-diretores, o Rioprevidência investiu quase R$ 1 bilhão em letras financeiras do Banco Master. Os títulos de investimento são considerados de alto risco e não têm cobertura do fundo garantidor de crédito.

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