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A ferida que a oposição quer manter aberta no governo Lula

Com a fila do INSS em disparada e bilhões liberados em emendas, Planalto entra em ano eleitoral sob pressão dupla no Congresso e na opinião pública

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 fev 2026, 20h00 • Atualizado em 10 fev 2026, 21h12
  • A estratégia da oposição para os próximos meses está definida: manter aceso o desgaste do governo Lula em temas que dialogam diretamente com o eleitor comum. No Ponto de Vista desta terça, 10, apresentado por Marcela Rahal, os colunistas Robson Bonin e Mauro Paulino detalharam como a crise no INSS e a liberação acelerada de emendas parlamentares se tornaram peças centrais desse jogo político (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Por que o INSS virou o ‘calcanhar de Aquiles’ do governo?

    Segundo Bonin, o INSS ocupa um lugar simbólico no debate público. Milhões de brasileiros dependem do órgão para acessar benefícios que não são favores, mas direitos adquiridos. Em 2022, Lula prometeu zerar a fila de espera.

    O cenário atual, porém, fornece munição à oposição: quando Lula assumiu, pouco mais de 1 milhão de pessoas aguardavam atendimento. Hoje, esse número ultrapassa 3 milhões. Para adversários do Planalto, trata-se de uma contradição difícil de explicar em campanha.

    O que está por trás da liberação bilionária de emendas?

    Bonin destacou que, no início do ano, o governo liberou bilhões em emendas parlamentares numa tentativa de melhorar o humor do Congresso e viabilizar votações que possam ser exibidas como vitrine eleitoral. A leitura nos bastidores, porém, é menos generosa: a ofensiva serviria também para tentar deslocar o foco de escândalos e crises administrativas que rondam o Planalto.

    A promessa que virou problema eleitoral

    Para a oposição, o discurso é simples e eficaz: o governo prometeu entregar, mas não entregou. A fila do INSS, em vez de diminuir, cresceu. Esse contraste tende a ser explorado como símbolo de um governo que, segundo os críticos, perdeu o controle da máquina pública.

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    Além disso, o tema dialoga diretamente com aposentados, trabalhadores informais e famílias de baixa renda — um público decisivo e numeroso.

    Como o Congresso entra nesse cálculo?

    Outro ponto levantado no programa é a paralisia legislativa. Bonin observou que a Câmara passou boa parte do mandato sem votar projetos estruturantes, abrindo espaço para que a oposição tente empurrar o debate para fora do plenário e para o campo simbólico: escândalos, promessas não cumpridas e desgaste institucional.

    Nesse ambiente, a liberação de emendas aparece menos como articulação política e mais como sintoma de fragilidade.

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    Qual o risco para o Planalto em ano eleitoral?

    Paulino lembrou, em análises recentes, que crises desse tipo reforçam a percepção negativa das instituições e alimentam a desconfiança do eleitor. Em um cenário de polarização extrema, cada falha administrativa vira ativo eleitoral do adversário.

    Manter a “ferida” do INSS aberta, portanto, não é apenas uma crítica pontual: é uma estratégia para corroer, dia após dia, a credibilidade do governo.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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