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A fala que explica o desconforto entre Flávio Bolsonaro e caciques do Centrão

Lançamento do senador pegou aliados de surpresa, reacendeu disputa interna no campo conservador e reforçou a busca por uma alternativa ao bolsonarismo em 2026

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 dez 2025, 10h00 •
  • A decisão do senador Flávio Bolsonaro de se lançar como pré-candidato à Presidência da República embaralhou o jogo da direita e provocou reação imediata entre líderes do Centrão. Em entrevista a VEJA, exibida no programa Os Três Poderes desta sexta, 12, Flávio negou que a aprovação do PL da Dosimetria na Câmara tenha qualquer relação com sua candidatura e afirmou que não há hipótese de recuo enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro estiver impedido de concorrer. O tema foi debatido por colunistas de VEJA (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Por que o anúncio de Flávio causou desconforto no Centrão?

    Nos bastidores, a avaliação entre dirigentes do Centrão é que o movimento foi unilateral e não passou por qualquer tipo de articulação prévia com os partidos que tentam construir uma alternativa de direita para 2026. Como relatou o colunista Robson Bonin, de Radar, o lançamento pegou aliados de surpresa e foi interpretado menos como um projeto eleitoral consistente e mais como uma estratégia do clã Bolsonaro para se manter no centro da cena política.

    Segundo Bonin, em reunião reservada com líderes do Centrão, Flávio explicou que o anúncio só ocorreu após uma decisão do pai. Ao dizer que esperava “Deus decidir”, deixou claro que se referia a Jair Bolsonaro. A declaração causou desconforto e reforçou a percepção de que, apesar do discurso próprio, a candidatura segue diretamente atrelada ao ex-presidente.

    Com Jair Bolsonaro preso e fora do jogo, diferentes lideranças vinham disputando espaço para ocupar o vácuo de poder no campo conservador. A pré-candidatura de Flávio, nesse contexto, devolveu à família parte do controle da narrativa e recolocou o sobrenome Bolsonaro no centro do debate eleitoral.

    Flávio consegue se descolar da imagem do pai?

    Embora o senador tente se apresentar como o integrante mais moderado da família, a avaliação predominante entre lideranças da direita não bolsonarista é que essa dissociação é improvável. Para o Centrão, o peso do sobrenome Bolsonaro segue sendo um fator de rejeição fora da base mais fiel do bolsonarismo.

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    Bonin destacou que, mesmo com um discurso menos agressivo, Flávio carrega a herança política do pai e, com ela, a associação direta ao governo Bolsonaro. Esse vínculo, segundo aliados, limita sua capacidade de ampliar alianças e dialogar com setores de centro.

    Como a candidatura de Flávio afeta o plano da direita para 2026?

    A leitura entre dirigentes partidários é que um Bolsonaro na cabeça da chapa favorece a estratégia eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Diante de um adversário identificado com o bolsonarismo, Lula teria mais facilidade para reeditar o discurso do “mal menor”, contrapondo os problemas do atual governo ao risco de uma volta ao passado.

    É nesse ponto que volta a ganhar força o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visto como uma opção mais competitiva para unificar a direita e disputar o centro do eleitorado. A pré-candidatura de Flávio, longe de encerrar o debate, acabou reforçando a disposição do centrão de seguir buscando um nome alternativo.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Os Três Poderes (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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