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A fala de Flávio Bolsonaro que é comemorada por aliados de Lula

Declaração do senador sobre o irmão como chanceler reforça narrativa petista de retorno ao bolsonarismo raiz e aprofunda divisões no campo da direita

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 jan 2026, 16h20 • Atualizado em 13 jan 2026, 16h21
  • O senador Flávio Bolsonaro entregou ao Palácio do Planalto um dos argumentos mais eficazes para a estratégia eleitoral do PT ao afirmar que indicaria o irmão, Eduardo Bolsonaro, para chefiar o Itamaraty em um eventual governo. A fala, avaliam aliados do presidente Lula, ajuda a consolidar a associação direta entre a candidatura do senador e o legado político do ex-presidente Jair Bolsonaro (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Nos bastidores, a avaliação é de que a declaração foi além do ruído político: ela oferece um atalho narrativo para a campanha petista, que pretende transformar a eleição de 2026 em um plebiscito sobre a volta do bolsonarismo ao poder.

    Por que a fala incomodou até aliados do bolsonarismo?

    A resistência ao nome de Eduardo Bolsonaro não se limita à esquerda. Setores do agronegócio e da indústria — historicamente simpáticos ao bolsonarismo — lembram que o deputado esteve associado a episódios de confronto com parceiros comerciais do Brasil, especialmente durante o tarifaço imposto pelos Estados Unidos.

    À época, declarações de Eduardo sugerindo que empresários deixassem o país e buscassem oportunidades no exterior repercutiram mal entre exportadores e líderes do setor produtivo. Para esses grupos, a eventual condução da diplomacia por um nome identificado com confrontos ideológicos representa risco direto aos negócios.

    Como o PT pretende explorar o episódio na campanha?

    Segundo auxiliares do Planalto, a fala de Flávio reforça a principal linha de ataque do PT para 2026: a de que o eleitor terá de escolher entre um governo desgastado, mas institucionalmente previsível, e a retomada de um projeto marcado por crises políticas, diplomáticas e econômicas.

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    Petistas ironizam o anúncio. A possível indicação de Eduardo para o Itamaraty seria apresentada como símbolo do retorno ao isolamento internacional e à política externa ideológica.

    O gesto agrava a divisão na direita?

    Sim. A declaração expôs ainda mais o racha no campo conservador. Lideranças da direita avaliam que a insistência da família Bolsonaro dificulta a construção de uma candidatura capaz de dialogar com o centro político — faixa decisiva do eleitorado.

    Nesse cenário, o governador Tarcísio de Freitas continua sendo citado como alternativa mais competitiva contra Lula. A leitura entre dirigentes partidários é de que um nome menos identificado com o bolsonarismo raiz teria mais condições de criticar o governo sem reativar rejeições elevadas.

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    Foi um erro de cálculo?

    Para políticos experientes em Brasília, sim. Ao atrelar sua candidatura ao irmão e antecipar a composição de um eventual governo, Flávio Bolsonaro não apenas ofereceu munição ao adversário como reduziu sua margem de manobra eleitoral.

    A conclusão, compartilhada por aliados e adversários, é clara: em vez de ampliar seu espaço político, o senador acabou reforçando exatamente o enquadramento que o PT deseja explorar — o de que sua candidatura representa a continuidade direta de um projeto que parte do eleitorado rejeitou nas urnas.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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