A disputa política após show da cantora Ludmilla na virada em Niterói
Parlamentares do PL alegam que cantora fez apologia ao crime; vereadora do PSOL contesta acusação, que classifica como ‘elitista, racista e machista’
Após fazer um show no Réveillon da cidade de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, a cantora Ludmilla foi envolvida em uma polêmica política local, que tem mobilizado parlamentares da direita à esquerda. Nas redes sociais, vereadores do PL criticaram a performance da artista e repreenderam um recorte de sua apresentação, em que ela interpreta a música “Verdinha” e diz: “Vamos aproveitar que aqui é céu aberto porque agora está legalizado”.
Para o vereador Douglas Gomes (PL), houve apologia ao crime e às drogas em um show pago pela prefeitura local. A crítica também foi feita pela vereadora Fernanda Louback (PL), autora de uma lei que proíbe a contratação, o patrocínio ou a divulgação, pelo Poder Público, de shows e eventos abertos ao público infantojuvenil que envolvam expressão de apologia ao crime organizado ou ao uso de drogas. Ela afirma que tal lei, mesmo sancionada pela prefeitura, não foi cumprida.
A acusação foi rebatida pela também vereadora de Niterói Benny Briolly (PSOL), que saiu em defesa de Ludmilla. Para ela, as denúncias feitas pela dupla são “elitistas, racistas e machistas”. “Quando a favela sobe no palco, a direita surta e pira”, alfinetou, em vídeo publicado em suas redes sociais e compartilhado pela cantora.
A reação, contudo, não terminou no discurso. Assim como havia feito Douglas Gomes, que encaminhou ao Ministério Público do Rio denúncia sobre o show, Briolly enviou também parecer contra Douglas Gomes ao MPRJ. Na ação, sustenta não haver qualquer prova ou decisão judicial que sustente as acusações e que discordância ideológica não pode ser confundida com crime.





