A disputa entre Tarcísio e Haddad nas redes sociais
Governador turbinou 259 publicações, enquanto o candidato petista patrocinou 109 posts nas plataformas digitais
A campanha do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) à reeleição impulsionou mais que o dobro de conteúdos nas redes sociais em relação a Fernando Haddad (PT), seu principal adversário na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. De acordo com Facebook e Instagram, a campanha de Tarcísio turbinou 259 conteúdos do início da campanha até 15 de setembro. No mesmo período, a Haddad impulsionou 109 publicações.
Em relação aos valores destinados por cada um deles, as disparidades não são tão grandes. No último mês, a campanha do governador destinou 1,4 milhão de reais para patrocinar as postagens. Os petistas investiram um pouco menos: 1,1 milhão de reais.
As publicações que mais receberam recursos da campanha de Tarcísio mostraram entregas do governador em seu primeiro mandato e abordaram temas relacionados à segurança pública – uma de suas principais bandeiras.
Enquanto o governador utiliza os recursos para tentar divulgar os programas implementados no Palácio dos Bandeirantes, os petistas têm investido recursos nas redes para lidar com temas que se tornaram sensíveis ao PT.
O levantamento divulgado pelo instituto Datafolha mostra Tarcísio com 49% das intenções de voto, enquanto Haddad aparece com apenas 29% em cenários de primeiro turno. Na pesquisa anterior, Tarcísio tinha 45%, contra 27% do petista. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Uma das publicações que mais recebeu injeção de recursos nas redes de Haddad foi feita na semana passada. Ex-ministro da Fazanda, o candidato fala sobre o escândalo financeiro do Banco Master.
“Eu sempre me recusei a receber esse Daniel Vorcaro. Minha equipe técnica já acompanhava o caso e me alertou sobre os riscos. Por isso, mantive distância, tomei as medidas necessárias para que o caso fosse esclarecido e defendo a transparência total nas investigações do Master. O Brasil não pode chegar às urnas sem saber o que cada um fez”, escreveu na publicação que atingiu quase 1 milhão de pessoas.





