A posição inicial do governo Lula sobre conflito entre Estados Unidos e Irã
Presidente e embaixador elencaram possíveis iniciativas diplomáticas, entre elas, a possível atuação do Itamaraty para colaborar com o arrefecimento da crise
Em meio a escalada de conflitos no Oriente Médio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o assessor especial da presidência Celso Amorim conversaram nesta segunda-feira e concordaram que é preciso buscar uma solução negociada para diminuir a tensão na região.
Durante a chamada, Lula e Amorim avaliaram o cenário e levantaram eventuais iniciativas diplomáticas do Brasil, entre elas, a possível atuação do Itamaraty para colaborar com o arrefecimento da crise.
No sábado, Estados Unidos e Israel fizeram um ataque coordenado ao Irã. Em reação, os iranianos dispararam mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.
Além da avaliação sobre os possíveis desdobramentos da escalada da crise, o governo monitora o ambiente diplomático. Até mesmo por isso a ideia é evitar um tom crítico ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com quem o petista tem reconstruído os canais de comunicação.
Segundo apurou o Radar, despejar críticas sobre a atuação do governo Trump inviabilizaria a eventual disposição de Lula em atuar como mediador.
No sábado, o Itamaraty condenou os ataques e defendeu que a negociação entre os envolvidos é o único caminho viável para a paz.
O Ministério das Relações Exteriores pediu ainda que todos respeitem o direito internacional e exerçam a maior contenção, com o objetivo de evitar o aumento das hostilidades e assegurar a proteção dos civis.





