A decisão da PF de afastar Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão
Com o afastamento, filho de Jair Bolsonaro terá que entregar arma de fogo e carteira funcional em até cinco dias úteis
Em função das faltas não justificadas, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro foi afastado, de forma preventiva, pela PF do cargo de escrivão.
Publicado nesta quinta-feira, o despacho do corregedor regional da PF no Rio de Janeiro é do dia 10 de fevereiro.
O afastamento vale até a decisão final do processo administrativo disciplinar, instaurado em 27 de janeiro, que pode levar a sua demissão.
Com o afastamento, o filho de Jair Bolsonaro terá que entregar arma de fogo e carteira funcional em até cinco dias úteis.
No início do ano, a PF determinou que Eduardo retornasse ao cargo de escrivão. Ele estava afastado das funções enquanto ocupava o cargo de deputado federal.
Por Eduardo ter perdido o cargo de deputado em função das ausências, a PF solicitou em 2 de janeiro que o filho de Bolsonaro retomasse imediatamente o exercício do cargo de escrivão. “A ausência injustificada poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis”.
Em fevereiro do ano passado, o ex-deputado viajou para os Estados Unidos alegando ser perseguido pela Justiça. Chegou a pedir licença do mandato na Câmara, sob a justificativa de interesses particulares e tratamento de saúde. Por lá, encabeçou articulações para tentar punições ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, em função do processo enfrentado por Bolsonaro, que foi condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Eduardo é réu por coação no curso do processo em razão de sua atuação nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.





