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A blindagem de Lula nos bastidores contra uma master encrenca

Com investigações avançando e cifras bilionárias em jogo, governo tenta empurrar o foco para o Supremo e reduzir danos em ano eleitoral

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 jan 2026, 17h21 | Atualizado em 27 jan 2026, 17h22

À medida que as investigações sobre o Banco Master avançam e ganham novos contornos, o Palácio do Planalto passou a operar em modo defensivo. A avaliação no entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é de que o caso pode se transformar em um flanco sensível na campanha eleitoral, sobretudo porque a oposição já ensaia resgatar o discurso do “retorno da corrupção” (este texto resume trechos do vídeo acima).

Segundo o colunista Robson Bonin, no programa Ponto de Vista, o movimento central do governo tem sido tentar isolar o escândalo, empurrando o epicentro do problema para o Supremo Tribunal Federal e afastando qualquer associação direta com o Executivo.

Por que o caso Master preocupa tanto o Planalto?

Investigadores da Polícia Federal falam em uma fraude estimada em cerca de 50 bilhões de reais, valor que, nas palavras de Bonin, “faz a Lava-Jato parecer brincadeira de criança”. A dimensão do escândalo amplia o risco político para Lula, que tenta sustentar um discurso de responsabilidade fiscal enquanto enfrenta dificuldades para bancar programas sociais.

Além disso, há registros de encontros e interlocuções passadas entre Lula e o controlador do banco, Daniel Vorcaro, intermediadas por Guido Mantega, que prestava consultoria ao Master. Embora esses contatos não configurem, por si só, ilegalidade, eles geraram “fumaça” suficiente para acender o alerta no Planalto.

Como o governo tenta se distanciar do escândalo?

A estratégia tem sido dupla. Publicamente, Lula passou a criticar com mais ênfase os valores bilionários envolvidos no esquema, contrastando-os com a escassez de recursos do governo. Internamente, auxiliares trabalham para descolar o caso do Palácio do Planalto, tratando-o como um problema restrito ao sistema financeiro e ao Judiciário.

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Nesse contexto, cresce a percepção de que o governo estaria estimulando um desgaste concentrado sobre o relator do caso no STF, Dias Toffoli, numa tentativa de transferir o ônus político para a Corte.

O Supremo virou a linha de contenção?

Para Bonin, há sinais claros de que o Planalto aposta na judicialização como forma de contenção de danos. Ao concentrar o debate no Supremo, o governo busca diluir responsabilidades e ganhar tempo, enquanto o caso segue sob sigilo parcial e tramitação técnica.

Esse movimento, porém, carrega riscos. O desgaste institucional do STF já é elevado, e qualquer tentativa de “jogar o problema no colo da Corte” pode alimentar ainda mais a narrativa de conluio entre poder político e Judiciário.

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Quais conexões ampliam o desgaste político?

O caso ganhou novas camadas de sensibilidade com revelações sobre vínculos financeiros envolvendo figuras próximas ao governo. Um exemplo citado por Bonin é o de Ricardo Lewandowski, que, segundo reportagens, teria feito contrato milionário com o Banco Master enquanto ainda integrava o governo.

É possível tirar o caso do radar eleitoral?

No Planalto, a leitura é de que a blindagem ainda está incompleta. Embora Lula tente “tirar o caso do Palácio”, como resume Bonin, o avanço das investigações e a possibilidade de novas revelações mantêm o tema vivo.

Em um cenário de polarização e campanha antecipada, qualquer novo elo entre o Banco Master e figuras do governo pode reacender o debate sobre corrupção — justamente o terreno mais sensível para o presidente em 2026.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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