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A aposta de Caiado para crescer nas pesquisas e vencer disputa no PSD

Estratégia para conquistar a indicação do partido expõe dilema: como competir com o bolsonarismo sem parecer bolsonarista demais

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 mar 2026, 16h20 •
  • A escolha do candidato presidencial do Partido Social Democrático (PSD) para 2026 entrou na reta final. O presidente da sigla, Gilberto Kassab, deve bater o martelo até o fim de março entre três nomes: Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Nos bastidores, aliados de Caiado afirmam que o governador aposta em um movimento calculado: acenar ao eleitorado mais conservador para ganhar tração nas pesquisas e convencer Kassab de que pode ser competitivo nacionalmente.

    O problema é que essa estratégia pode colocá-lo exatamente no mesmo terreno ocupado pelo senador Flávio Bolsonaro.

    Como Caiado tenta ganhar terreno dentro do PSD?

    A estratégia passa por dialogar com pautas caras à direita — como a defesa de anistia a manifestantes dos atos de 8 de janeiro — para ampliar sua lembrança nas pesquisas.

    A avaliação é simples: quanto mais visível Caiado se tornar para o eleitorado conservador, maiores as chances de ultrapassar os rivais internos.

    Hoje, porém, quem lidera a preferência interna é Ratinho Júnior, que tem pontuado melhor nos levantamentos eleitorais.

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    Por que a estratégia pode favorecer Flávio Bolsonaro?

    Para o colunista Mauro Paulino, o movimento tem um risco evidente: ao tentar atrair o eleitor bolsonarista, os candidatos do PSD acabam disputando o mesmo espaço político do herdeiro direto do bolsonarismo.

    “Estariam trafegando em terrenos muito similares”, afirma.

    Segundo ele, tanto Caiado quanto Ratinho Júnior participaram de manifestações e discursos próximos do campo bolsonarista, o que dificulta construir uma alternativa realmente distinta.

    Existe espaço para um “bolsonarismo moderado”?

    A tentativa de criar uma versão mais moderada do discurso conservador não é exclusiva do PSD. O próprio Flávio Bolsonaro também busca adotar um tom menos radical do que o associado ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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    Mas Paulino avalia que essa estratégia enfrenta um obstáculo clássico da política: quando vários candidatos disputam o mesmo eleitorado, quem tem maior identidade com o campo tende a levar vantagem.

    “Convencer o eleitorado de que são bolsonaristas, mas menos radicais que o bolsonarista original, é um desafio”, diz.

    A terceira via à direita tem chance?

    Historicamente, candidaturas que tentam ocupar o espaço entre o bolsonarismo e o centro político têm dificuldade para ultrapassar dois dígitos nas pesquisas.

    Segundo Paulino, essa tendência pode se repetir.

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    “É muito difícil que uma candidatura alternativa ultrapasse os 10%, como já vimos em eleições anteriores.”

    Por isso, a decisão do PSD — marcada para o fim de março — pode definir não apenas o candidato do partido, mas também o tamanho do espaço disponível para uma alternativa ao bolsonarismo na direita brasileira.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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