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Fifa altera regra de mão na bola e prorroga cinco substituições

International Football Association Board (Ifab) anunciou novas orientações aos árbitros nesta sexta-feira

Por Luiz Felipe Castro Atualizado em 5 mar 2021, 16h19 - Publicado em 5 mar 2021, 11h26

Logo após sua 135ª Assembleia Geral Anual, a International Football Association Board (Ifab, na sigla em inglês), organização responsável pela elaboração das normas a serem seguidas pela Fifa, divulgou nesta sexta-feira, 5, as mudanças que serão adotadas nas leis do futebol para a temporada 2021/22. Entre as alterações, o maior foco está para a nova interpretação de faltas por toques de mão na bola.

Antes, todos os gols em que a bola batesse na mão de qualquer atleta de ataque, seja de forma intencional ou não, deveria ser invalidada. Agora, a regra se mantém apenas para o autor do gol. Ou seja, a partir de junho, o toque acidental na mão de um companheiro de equipe na origem de um tento deixará de ser marcado como infração. Mas, caso a bola toque na mão ou braço do autor do gol, a falta será marcada.

A Ifab ainda demonstrou descontentamento com o excesso de penalidades marcadas em toques de mão acidentais. Em nota, a entidade ressaltou que “nem todo toque de mão deve ser considerado infração” e insistiu que os árbitros utilizem de critério e juízo ao interpretar o que é um “movimento antinatural” dos atletas. O órgão ressalta que deve ser marcada falta quando:

– um jogador tocar de forma deliberada a bola com a mão ou braço, por exemplo, levando estas partes do corpo até a bola

– Tocar a bola com a mão ou braço quando seu corpo estiver ampliado de forma antinatural, ou seja, quando a posição de sua mão ou braço não for consequência de um movimento justificável. Caso contrário, ele assumirá o risco de que o pênalti seja marcado.

  • Outra mudança será a prorrogação até 31 de dezembro 2021 da regra que permite as equipes realizarem até cinco substituições por partida, implementada pela Fifa em maio do último ano e, inicialmente, com duração, até o próximo dia 31 julho. Para competições envolvendo seleções o prazo é ainda maior, até 31 julho de 2022, próximo a realização da Copa do Mundo no Catar.

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    A Ifab também demonstrou preocupação em relação ao protocolo em casos de concussões (lesões na cabeça)e manteve a possibilidade de substituição adicional em caso nestes casos até agosto de 2022. Depois disso, dando sequência a estudos sobre o assunto, a Fifa e a Ifab definirão se a regra passará a valer de forma definitiva ou não.

    A entidade revelou ainda que recebeu atualizações da Fifa sobre possíveis adaptações à lei do impedimento e sobre os últimos desenvolvimentos relacionados a inovações tecnológicas no árbitro assistente de vídeo, o popular VAR. Em dezembro do ano passado, o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba, revelou a PLACAR que a federação brasileira enviou à International Board uma ideia de mudança na lei do impedimento

    “A CBF mandou expressamente a sugestão de que o ponto de referência da linha de impedimento seja os pés dos jogadores. Assim terminaríamos com vários problemas. Haveria uma regra universal e tiraríamos as linhas verticais. Com a linha horizontal, conseguiríamos tomar a decisão com maior velocidade. Seria mais simples”, afirmou Gaciba. As possíveis mudanças nesta regra, no entanto, ainda serão discutidas.

    Ficou acordado nesta sexta-feira que, para dar aos jogadores, treinadores e árbitros mais tempo para se familiarizarem com as mudanças nas leis do jogo, a data em que elas entrarão em vigor passará de 1º de junho a 1º de julho, embora as competições mantenham flexibilidade para introduzir alterações antes desta data. A reunião foi presidida pelo presidente da Federação de Futebol do País de Gales, Kieran O’Connor, e contou com a presença de representantes da Fifa – liderados pelo presidente Gianni Infantino.

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