Dia do Cliente VEJA: 4 revistas impressas a partir de R$ 32,90/mês. Assine agora!

Infantino sob fogo cruzado após fracasso de projeto comercial na Fifa

Após recuar de projeto bilionário com investidores privados, presidente enfrenta pressão de Concacaf, Alemanha e Inglaterra por mais transparência

Por Alessandro Giannini Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 ago 2026, 13h42
Infantino sob fogo cruzado após fracasso de projeto comercial na Fifa Priorizar nos meus resultados Google

Gianni Infantino enfrenta a maior pressão institucional de sua gestão à frente da Fifa. Neste sábado, 1º, a Concacaf e a Federação Alemã de Futebol (DFB) uniram-se a outras entidades continentais para exigir explicações sobre a elaboração do plano que permitiria a entrada de investidores privados na Copa do Mundo — projeto que a própria Fifa acabou por abandonar após a forte reação contrária de federações ao redor do mundo.

A proposta, revelada na última terça-feira, previa a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária avaliada em 20 bilhões de dólares que separaria as operações comerciais da entidade, com cerca de 20% de participação destinada a investidores privados dispostos a aportar até 4,2 bilhões de dólares no negócio. A nova empresa passaria a administrar torneios como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes, em um modelo que Infantino apresentou como forma de ampliar o financiamento ao desenvolvimento do futebol mundial. Entre os potenciais investidores estaria a Thrive Eternal, companhia ligada a Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro do presidente americano Donald Trump.

O plano, no entanto, esbarrou na resistência da Uefa, que chegou a ameaçar boicote às competições da Fifa, e de outras confederações, levando Infantino a recuar neste sábado. Em comunicado, o dirigente afirmou que a intenção sempre foi “unir e melhorar” o futebol e que, diante da divisão gerada, “essa proposta não seguirá adiante”.

O recuo, porém, não encerrou a crise. Em nota, a Concacaf classificou a condução do processo como “um ato unilateral e flagrante de má governança e liderança”, que se soma a “um padrão de erros e comportamentos semelhantes”. Para a confederação que reúne América do Norte e Central, “uma ampla prestação de contas desta presidência é indispensável” — uma cobrança direta pela revisão do estilo de gestão de Infantino à frente da entidade.

Continua após a publicidade

Na Alemanha, a DFB seguiu na mesma linha. A federação, que já havia se posicionado ao lado da Uefa contra a proposta e chegou a defender um boicote às competições da Fifa, pediu neste sábado uma “investigação completa” sobre como o plano de investimento privado foi elaborado, além de uma “mudança cultural fundamental” na entidade. O presidente da DFB, Bernd Neuendorf, foi incisivo ao criticar a falta de transparência do processo, afirmando à agência SID, filiada à AFP, que o presidente da Fifa agiu “de forma unilateral” e “irresponsável” em relação aos interesses do futebol. Neuendorf defendeu que decisões futuras voltem a ser debatidas pelos órgãos de governança da entidade, e não impostas de cima para baixo.

A federação alemã não está sozinha nessa cobrança: a Federação Inglesa (FA) também se manifestou nas redes sociais, pedindo uma “revisão completa e rigorosa da liderança da Fifa” para garantir transparência na gestão do futebol mundial. A Conmebol, por sua vez, chegou a convocar uma reunião extraordinária de seu conselho para avaliar o projeto antes do recuo de Infantino.

Continua após a publicidade

Com o episódio, cresce entre as confederações a pressão por mecanismos mais rígidos de fiscalização sobre as decisões do presidente da Fifa, num momento em que a entidade se prepara para a Copa do Mundo de 2026, sediada nos Estados Unidos, México e Canadá.

(Com AFP)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos. Ao lado, um ícone de árvore verde-claraMão segurando um smartphone com tela exibindo um aplicativo de notícias e produtos. À esquerda, texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. Fundo verde escuro com ícone de árvore à direita
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Essencial

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).