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Estados Unidos acusam IA chinesa da Moonshot de roubar dados da Anthropic

Tesouro americano também se manifestou e ameaçou a aplicação de sanções em casos de roubo de IA

Por Lorenzo Souza Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 jul 2026, 19h11 | Atualizado em 22 jul 2026, 19h13
Estados Unidos acusam IA chinesa da Moonshot de roubar dados da Anthropic Priorizar nos meus resultados Google

Michael Kratsios, diretor do Escritório de Políticas de Ciência e Tecnologia da Casa Branca, acusou nesta quinta-feira, 22, a inteligência artificial (IA) chinesa Moonshot de realizar ataques de destilação contra o modelo mais avançado da Anthropic, o Fable 5, como ferramenta para desenvolver seu modelo próprio, o Kimi K3.

Ataques de destilação são uma técnica usada durante o treinamento de modelos de IA. Durante seus períodos de treino, a IA menor é formada a partir de milhares de respostas de modelos maiores e mais desenvolvidos. O método é conhecido dentro da indústria de tecnologia, mas as autoridades americanas afirmam que as empresas chinesas utilizaram a técnica de forma tão abrangente que, de forma ilegal, estavam copiando os sistemas americanos.

De acordo com Kratsios, a Moonshot teria construído uma plataforma interna sofisticada para conduzir “ataques de destilação em larga escala contra modelos americanos”. Ainda segundo o diretor, a empresa chinesa também teria comprado servidores equipados com os chips GB300 da Nvidia e também acessado servidores tailandeses com hardware similar, “provavelmente para treinar seus modelos de IA”. A fala implicaria que a Moonshot teria burlado as regras americanas de exportação, que impedem o acesso chinês a semicondutores americanos.

A empresa chinesa anunciou ao mundo a chegada do Kimi K3 no último dia 18 de julho. De acordo com o grupo, apesar do Kimi K3 não alcançar o mesmo nível do Fable 5, da Anthropic, ou do GPT 5.6 Sol, da OpenAI, o modelo de código aberto apresenta resultado muito avançado — característico dos modelos chamados “de fronteira” — e consegue competir com muitas das versões das grandes empresas americanas.

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Na última terça-feira, 21, o secretário do Tesouro americano Scott Bessent havia avisado que empresas estrangeiras estariam sujeitas à sanções caso roubassem tecnologia americana. “Se nós vermos, especialmente aqueles modelos de longe que estão roubando de nossas grandes companhias, temos a habilidade de sancioná-los por esses roubos”, afirmou. “Autoridades têm encontrado sinais de nossos grandes modelos de linguagem americanos em muitos dos modelos chineses, e isso é inaceitável”.

Nesta quinta, Bessent publicou em seu X (antigo Twitter), um comentário sobre o caso. “Apoiamos IAs de código aberto e as inovações que elas desbloqueiam. Mas código aberto não significa acesso livre ao IP americano”, disse. “Quando uma empresa chinesa conduz ataques de destilações secretos e em escala industrial que cruzam a linha do roubo de IP, sanções serão colocadas à mesa”, finalizou o secretário.

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