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Washington ganha estátua que satiriza ‘amizade duradoura’ entre Trump e Epstein

Peça ficará exposta até domingo, 28, no parque National Mall, como crítica à relação do republicano com o criminoso sexual; Casa Branca minimiza vínculo

Por Flávio Monteiro 24 set 2025, 10h49 •
  • Uma estátua que mostra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de mãos dadas com Jeffrey Epstein, o falecido financista condenado por um esquema de exploração sexual de garotas, foi instalada no parque National Mall, em Washington, D.C., na terça-feira 23. A peça é intitulada Best Friends Forever (“melhores amigos para sempre”, na tradução) e ficará exposta no parque até a noite de domingo, 28.

    “Celebramos o vínculo duradouro entre o presidente Donald J. Trump e seu ‘amigo mais próximo’, Jeffrey Epstein”, diz uma placa localizada próximo à base da estrutura de bronze, fazendo referência ao antigo relacionamento entre ambos, que vem sendo um problema político para o presidente republicano.

    Em comunicado oficial, a Casa Branca declarou que “os liberais são livres para desperdiçar seu dinheiro como bem entenderem”, mas acrescentou que “não é novidade que Epstein conhecia Donald Trump, porque Donald Trump expulsou Epstein de seu clube por ser um pervertido”. Recentemente, Trump declarou ter cortado laços com Epstein após o financista ter “roubado” mulheres jovens que trabalhavam no spa de seu resort Mar-a-Lago, na Flórida — incluindo Virginia Giuffre, a mais conhecida entre as acusadoras do criminoso, que implicou outros poderosos no esquema, como o príncipe Andrew, antes de cometer suicídio em abril passado.

    A identidade do criador da peça não foi revelada, mas ela guarda semelhanças temáticas e artísticas com outras obras recentes de viés crítico a Trump. Em outubro do ano passado, uma estátua que representava uma pilha de fezes em cima de uma mesa foi instalada em frente ao Capitólio para “homenagear” a invasão de 6 de janeiro, quando radicais trumpistas invadiram a sede do Congresso americano e defecaram na mesa da presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi.

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    Má companhia

    Influente entre milionários, membros da realeza e celebridades, Jeffrey Epstein era um nome de enorme relevância até ser preso, em 2019, por exploração sexual de menores. Um mês após parar atrás das grades, ele foi encontrado morto por enforcamento, o que segundo as autoridades foi resultado de suicídio, mas suscitou uma série de teorias da conspiração.

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    Epstein tinha uma amizade antiga com Trump. Recentemente, veio à tona uma suposta carta escrita pelo republicano ao criminoso no início dos anos 2000, com o desenho de uma mulher nua e mensagens insinuantes, além da afirmação de que eles tinham “certas coisas em comum”. O bilhete faz parte de um álbum de aniversário organizado para Epstein em 2003, que conta com participações notáveis, como a do ex-presidente Bill Clinton, do advogado Alan Dershowitz e do ex-embaixador britânico nos EUA, Peter Mandelson.

    Em 2002, Trump disse à revista New Yorker que conhecia Epstein há 15 anos, por meio dos círculos sociais de elite de Nova York e da Flórida. Ele definiu o financista como “fantástico” e “muito divertido de se estar por perto”, acrescentando: “Dizem até que ele gosta de mulheres bonitas tanto quanto eu, e muitas delas são do tipo mais jovem”.
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