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Venezuela: Maduro ativa “plano militar” para manter ordem interna

O presidente venezuelano acusou os Estados Unidos de planejarem um golpe de Estado contra seu governo

Por Da redação Atualizado em 19 abr 2017, 15h34 - Publicado em 19 abr 2017, 09h07

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na terça-feira que decidiu ativar o chamado Plano Zamora, que foi apresentado pela Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) para manter a ordem interna contra as supostas ameaças de golpe de Estado “convocadas por Washington”.

“Diante deste cenário, decidi ativar o plano estratégico especial cívico-militar para garantir o funcionamento de nosso país, sua segurança, a ordem interna e a integração social”, disse Maduro.

O mandatário fez o anúncio do palácio presidencial de Miraflores, acompanhado por seu gabinete executivo e membros da FANB e observou que ativará a “fase verde” do plano com “toda estrutura militar, policial e civil do Estado venezuelano”, em defesa da ordem interna contra o suposto plano golpista.

Golpe americano

Segundo Maduro, o Departamento de Estado dos Estados Unidos “autorizou um processo golpista descarado para intervenção na Venezuela”.

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  • Ele afirmou que ativou o Plano Zamora, pois vários órgãos de segurança estiveram “desmantelando vários grupos” que faziam parte dessa organização golpista. “No início da tarde capturamos um dos líderes do complô militar que estamos desmantelando há três semanas. Ele já se encontra preso e, além disso, está sendo processado na jurisdição militar”, disse.

    De acordo o governante, “chegou a hora de decidir o destino e o futuro” da Venezuela, que vive, segundo ele, “horas cruciais “. Além disso, Maduro ressaltou que vai “enfrentar” os golpistas e que eles serão derrotados “com o povo e a força armada unida, em paz, com a Constituição na mão”.

    Essa não é a primeira vez que o governo venezuelano acusa os Estados Unidos de interferir na política de seu país. Maduro já denunciou em diversas outras ocasiões a intensão americana de invadir a Venezuela e acusou a sua oposição de tramar golpes com o apoio de Washington e outras nações, como a Colômbia.

    Plano Zamora – O conteúdo, alcance e as implicações do Plano Zamora não foram divulgados pelo governo venezuelano. A falta de explicações preocupa a oposição, que teme que os manifestantes contrários ao governo Maduro sejam considerados “inimigos”.

    A opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) se pronunciou sobre as declarações de terça-feira à noite. “Nicolás Maduro mais uma vez insiste em denunciar guerras imaginárias e conspirações inexistentes, com o único fim de intimidar o povo venezuelano”, afirmou a aliança em um comunicado.

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