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‘Vamos recuperar nosso quintal’, diz secretário de Trump sobre América Latina

Pete Hegseth, responsável pela pasta da Defesa, criticou a influência da China no Canal do Panamá. Potências econômicas travam guerra tarifária

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 abr 2025, 08h44
‘Vamos recuperar nosso quintal’, diz secretário de Trump sobre América Latina Priorizar nos meus resultados Google

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, criticou a influência da China no Canal do Panamá e se referiu à América Latina como “quintal” de Washington. A declaração foi dada em entrevista ao canal Fox News.

“É estratégico. O governo Obama tirou os olhos da bola e deixou a China tomar toda América do Sul e Central, com sua influência econômica e cultural, fazendo acordos com governos locais de infraestrutura ruim, vigilância e endividamento. O Presidente Trump disse ‘não mais’, vamos recuperar o nosso quintal”, disse Hegseth em entrevista à Fox News esta semana.

Hegseth disse ainda que o governo americano investirá “no que for necessário” para atender aos interesses americanos e interromper a influência chinesa na região. Na última semana, Hegseth participou de uma conferência de segurança regional no Panamá. Durante a agenda, ele afirmou que o Exército chinês “tem presença excessiva no hemisfério ocidental” e “opera instalações militares” que ampliam seu alcance. “Não buscamos a guerra com a China. E a guerra com a China certamente não é inevitável. Mas juntos, devemos evitar a guerra, dissuadindo de forma robusta e vigorosa as ameaças da China neste hemisfério”, ressaltou.

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Desde que tomou posse em janeiro, o presidente Donald Trump tem declarado que a China exerce influência excessiva sobre o Canal do Panamá, que movimenta cerca de 40% do tráfego de contêineres dos EUA e 5% do comércio global. O presidente chegou a ameaçar a tomada do Canal, operado pelo país até 1999.

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As declarações do secretário americano acontece num contexto do acirramento da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Na última semana, Trump aumentou novamente as taxas aplicadas a itens chinês para um total de 145% e a China revidou com alíquota de 125%.

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