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União Europeia promete resposta ‘firme e proporcional’ às tarifas de Trump

A chefe do bloco, Ursula von der Leyen, reagiu à imposição de novas taxas sobre aço e alumínio anunciadas pelo presidente americano

Por Felipe Barbosa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 fev 2025, 06h23 • Atualizado em 11 fev 2025, 10h33
  • A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu, nesta terça-feira 11, que as tarifas sobre aço e alumínio anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “não ficarão sem resposta”.

    “A União Europeia agirá para salvaguardar seus interesses econômicos”, afirmou von der Leyen. “Tarifas são impostas — ruins para os negócios, piores para os consumidores. Tarifas injustificadas na UE não ficarão sem resposta — elas desencadearão contramedidas firmes e proporcionais”, acrescentou.

    Na Alemanha, o chanceler Olaf Scholz disse ao Parlamento do país que, “se os EUA não nos derem nenhuma outra escolha, a UE responderá como uma só”, completando que “como o maior mercado do mundo, com 450 milhões de cidadãos, temos força para fazer isso.”

    “Mas espero que sejamos poupados do caminho equivocado das tarifas e contratarifas. No final, as guerras comerciais sempre custam prosperidade a ambos os lados”, ponderou o alemão.

    Entenda as tarifas

    Os Estados Unidos anunciaram, nesta segunda-feira 10, a imposição de tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio. A medida já havia sido antecipada pelo presidente Donald Trump no dia anterior, quando o republicano afirmou que “qualquer aço que entrar nos Estados Unidos” pagará o percentual.

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    “As tarifas de aço e alumínio 2.0 acabarão com o ‘dumping’ estrangeiro, impulsionarão a produção nacional e garantirão que nossas indústrias de aço e alumínio sejam a espinha dorsal e os pilares da segurança econômica e nacional dos Estados Unidos”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca, segundo a agência Reuters. “Não se trata apenas de comércio. Trata-se de garantir que a América nunca tenha que depender de nações estrangeiras para indústrias críticas como aço e alumínio.”

    A decisão deve impactar diretamente o Brasil, segundo maior fornecedor da commodity para os EUA. Em 2024, o país exportou 4,677 bilhões de dólares (cerca de 27 bilhões de reais) em aço e ferro para os americanos, o que representou 14,9% das importações dos EUA — atrás apenas do Canadá, responsável por 24,2%.

    Os EUA são o segundo maior destino das exportações brasileiras, atrás apenas da China. Em 2024, o Brasil enviou 40,3 bilhões de dólares em produtos ao mercado americano, o equivalente a 12% do total exportado. Já as importações de bens dos EUA somaram 40,6 bilhões de dólares, ou 15,5% do total.

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    O aço já foi alvo de tarifas americanas em 2018, durante o primeiro mandato de Donald Trump, mas as taxas foram convertidas em cotas e depois reduzidas em 2020.

    Outras taxas dos EUA

    Uma de suas principais promessas de campanha, a política tarifária de Donald Trump vem sendo implementada gradualmente nas últimas semanas. O presidente já anunciou uma tarifa de 10% sobre produtos chineses. Como resposta, o Ministério das Finanças da China impôs taxas de 15% para carvão e Gás Natural Liquefeito (GNL) dos EUA, além de 10% para petróleo bruto, equipamentos agrícolas e alguns automóveis.

    Os EUA também anunciaram tarifas de 25% sobre produtos do Canadá e do México. No entanto, após diálogo com os dois países, o governo americano adiou as tarifas por um mês para renegociação.

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