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UE diz que tarifaço é ‘golpe na economia global’ e países iniciam resposta a Trump

Europeus prometem retaliação conjunta, mas ainda falam em negociar com EUA; Espanha anuncia pacote de assistência de R$ 88 bi para negócios nacionais

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 3 abr 2025, 12h24 - Publicado em 3 abr 2025, 08h11

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alertou nesta quarta-feira, 3, que as amplas tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na véspera são um “golpe na economia global” e produzirão “consequências terríveis” para milhões de pessoas. A partir desta quinta, começarão a vigorar as tão aguardadas tarifas recíprocas sobre as importações de todos os países que mantêm relações comerciais com os americanos, e alguns países já começam a reagir.

Von der Leyen afirmou que não há “nenhum caminho claro para atravessar a complexidade e o caos que está sendo criado à medida que todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos são atingidos”, mas ela insistiu que a coesão da União Europeia “é a nossa força” e o bloco está preparado para responder com contramedidas calibradas.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, criticou as tarifas “sem precedentes”, falando de um retorno ao “protecionismo do século XIX”, ao passo que propôs um novo pacote de 14,1 bilhões de euros (R$ 88,21 bilhões) para apoiar a economia nacional em resposta a Trump. Ele também disse que a Europa deve implementar contratarifas e outras medidas de retaliação, e criar um fundo de assistência financiado com receitas de taxas impostas aos Estados Unidos.

O comissário de comércio da União Europeia, Maros Sefcovic, afirmou nesta quinta-feira que falará com os colegas americanos na sexta-feira. “Tarifas injustificadas inevitavelmente saem pela culatra. Agiremos de forma calma, cuidadosamente faseada e unificada, enquanto calibramos nossa resposta, enquanto permitimos tempo adequado para as negociações. Mas não ficaremos de braços cruzados, caso não consigamos chegar a um acordo justo”, disse ele.

O ministro da Economia alemão, Robert Habeck, enfatizou a necessidade de uma resposta unida do bloco ao “aumento tarifário mais disruptivo em 90 anos”, dizendo que é preciso aproveitar o fato de ter o maior mercado único do mundo. ” A força da Europa é a nossa força”, disse ele, acrescentando que esperava por “uma solução negociada”. Já o chanceler da França, Jean-Noël Barrot, em Bruxelas para reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), alertou que as novas medidas “terão consequências negativas para a economia americana e as economias dos membros da aliança (Otan) como um todo”.

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A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, que compareceu à posse de Trump e é considerada uma de suas maiores aliadas na Europa, chamou a introdução de tarifas de “errada”, mas prometeu “fazer tudo o que pudermos para trabalhar em direção a um acordo com os Estados Unidos, com o objetivo de evitar uma guerra comercial que inevitavelmente enfraqueceria o Ocidente em favor de outros participantes globais”. Ela cancelou todos os seus compromissos nesta quinta para se concentrar na resposta às tarifas de Trump, disse seu gabinete. O jornal italiano La Repubblica reportou que ela deveria comparecer a eventos na Calábria, mas decidiu ficar em Roma.

O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, lamentou “profundamente” a decisão de Washington, dizendo não querer barreiras comerciais crescentes e tecendo elogios aos benefícios do livre comércio. Ele acrescentou que o governo está pronto para responder e trabalhar com a União Europeia para “aproveitar todas as oportunidades para reverter esses desenvolvimentos”.

Na Irlanda, o primeiro-ministro Micheál Martin declarou que as tarifas “não beneficiam ninguém”. “São ruins para a economia mundial, prejudicam as pessoas e as empresas”, afirmou. “Minha prioridade é proteger os empregos irlandeses e a economia do país, e trabalharemos com nossas empresas para navegar no período que está por vir.”

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Martin completou que trabalharia com os parceiros da UE para “entrar em uma negociação com os EUA para limitar os danos”.

O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, foi sucinto na postagem nas redes sociais. “Amizade significa parceria. Parceria significa tarifas recíprocas de verdade. Decisões adequadas são necessárias.” Seu colega finlandês, Petteri Orpo, julgou as novas taxas “preocupantes” e alertou que “não há vencedores em uma guerra comercial”.

“Empresas, consumidores e crescimento econômico sofrem. A União Europeia está pronta para responder e negociar. Apoiamos esse esforço”, disse ele.

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