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Ucrânia indicia seis pessoas por esquema de superfaturamento de drones

Entre os acusados, estão um parlamentar, um funcionário da ativa e um demitido, um comandante da Guarda Nacional e dois empresários.

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 ago 2025, 16h02 •
  • A Ucrânia indiciou nesta segunda-feira, 4, seis pessoas por um esquema de superfaturamento e desvio de fundos na compra de drones. Entre os acusados, estão um parlamentar, um funcionário da ativa e um demitido, um comandante da Guarda Nacional e dois empresários. O complô se tornou público no sábado, 2, através de um anúncio da Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia e da Procuradoria Especializada Anticorrupção (NABU e SAPO, respectivamente, nas siglas em ucraniano).

    Ao detalhar uma das fraudes do esquema, as agências afirmaram que um contrato para fornecimento de sistemas militares “foi firmado com valores artificialmente inflacionados, e os membros do grupo teriam recebido uma propina correspondente a 30% do valor total”. O contrato do drone valia US$ 240 mil (R$ 1,3 milhão), um valor superfaturado em US$ 80 mil (cerca de R$ 440 mil). Os dispositivos eram de fabricação local.

    O parlamentar, cujo nome não foi divulgado, foi condenado a dois meses de prisão, mas aguarda o pagamento de fiança equivalente a mais de R$ 1 milhão. Além dele, Serhiy Haidai, ex-chefe da administração militar na região nordeste de Luhansk, agora sob controle da Rússia, foi indiciado. Ele ficará preso por 60 dias e poderá ser libertado após o pagamento de uma fiança de R$ 1,3 milhão. Os outros acusados não foram identificados.

    + Ucrânia descobre esquema de superfaturamento de drones após aparato anticorrupção retomar independência

    Posicionamento de Zelensky

    No X, antigo Twitter, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que era “grato pelas agências anticorrupção e seu trabalho”. A declaração mostrou uma mudança de postura do ucraniano, que uma semana antes havia defendido um projeto de lei que enfraquece os órgãos anticorrupção do país.

    O projeto chegou a ser aprovado pelo Parlamento, mas foi anulado na quinta-feira, 31, após grandes protestos. A norma retirava a independência do Escritório Nacional Anticorrupção e da Promotoria Especializada Anticorrupção. A medida concedia também novos poderes ao procurador-geral da Ucrânia e facilitava o controle do governo sobre os casos investigados.

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    Quando a notícia da votação que derrubou o projeto foi divulgada, aplausos irromperam entre a multidão reunida em um parque próximo ao Parlamento na capital, o mais recente de uma série de manifestações, com a presença predominante de jovens ucranianos. A sessão parlamentar foi televisionada pela primeira vez desde 2022, suspendendo a proibição de filmagem por motivos de segurança. Parlamentares da oposição fizeram discursos inflamados criticando Zelensky e a administração presidencial antes da votação.

    O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, reagiu ao resultado da votação nas redes sociais, afirmando que a lei “demonstra uma abordagem baseada em princípios” e que “a Ucrânia está comprometida com reformas e com o combate à corrupção em nosso caminho para a União Europeia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan)”.

    “Conseguimos consertar isso”, disse ele.

     

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