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‘Tudo indica’ que Rússia está por trás de explosões em linha de trem, diz Polônia

País investiga incidente como 'ato de sabotagem' que visava a principal rota de entrega de ajuda humanitária à Ucrânia, sua vizinha

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 nov 2025, 09h07 • Atualizado em 18 nov 2025, 10h26
  • O porta-voz do Ministério da Segurança da Polônia, Jacek Dobrzyński, afirmou nesta terça-feira, 18, que “tudo indica” que os serviços de inteligência da Rússia estão por trás das explosões no último final de semana em uma linha de trem usada para levar ajuda humanitária até a Ucrânia.

    “O fato é que tudo indica que este (incidente), que já podemos chamar com segurança de ataque terrorista, foi iniciado por serviços especiais do Leste”, declarou Dobrzyński.

    Ele insistiu, porém, que a investigação dos dois incidentes precisa ser mantida em sigilo nesta fase para garantir sua eficácia.

    “Não posso dizer em que fase os agentes estão, no que estão trabalhando atualmente, quais pistas estão conectando ou analisando. Os serviços russos certamente gostariam de ter essas informações: onde nossos agentes estão ou para onde estão indo”, acrescentou.

    Depois, o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, informou o Parlamento de que dois principais suspeitos dos atentados foram identificados. Segundo ele, são ambos ucranianos, que cruzaram a fronteira de Belarus para a Polônia há poucos meses e acredita-se que estivessem trabalhando com os serviços de inteligência russos.

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    Um dos suspeitos já havia sido condenado por sabotagem por um tribunal em Lviv. Após os atentados, ambos fugiram de volta para Belarus, segundo o premiê. Ele alertou ainda que “esses atos de sabotagem e ações dos serviços russos em toda a Europa, não apenas na Polônia, estão ganhando força”, ao classificar os episódios como “uma escalada” e uma tentativa de semear caos e sentimento anti-Ucrânia.

    “Sabotagem”

    Na segunda-feira 17, Tusk afirmou que as explosões foram um “ato de sabotagem sem precedentes” e prometeu localizar os responsáveis. Acredita-se que o principal incidente, na vila de Mika, tenha envolvido o uso de um explosivo C-4, de uso militar.

    O atentado na linha Varsóvia-Lublin vem na esteira de uma onda de incêndios criminosos, sabotagens e ataques cibernéticos Europa afora desde o início da guerra na Ucrânia. Quando esses incidentes ocorrem, a Rússia é para quem os países europeus apontam o dedo — às vezes com provas, outras sem.

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    Varsóvia diz ter se tornado um dos principais alvos de Moscou devido ao seu papel como centro de distribuição de ajuda humanitária a Kiev. Em outubro, a Polônia e a Romênia detiveram oito pessoas suspeitas de planejar sabotagem a mando da Rússia nos países. O Kremlin nega insistentemente qualquer responsabilidade por atos do tipo.

    Em resposta, a Polônia elevou o nível de alerta para proteger rotas ferroviárias selecionadas, mas o serviço de trens permanecerá inalterado no restante do país.

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