Trump volta a afirmar que guerra com o Irã deve terminar ‘em breve’
Apesar do otimismo do presidente dos EUA, iranianos afirmam que 'lacunas ainda não foram resolvidas' para chegar a um acordo de paz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quinta-feira 16 que está “muito perto” de firmar um acordo para acabar com a guerra no Irã.
“Vamos ver o que acontece. Mas acho que estamos muito perto de fazer um acordo com o Irã”, disse ele a jornalistas, acrescentando que se um acordo fosse alcançado e assinado em Islamabad, capital do Paquistão, ele poderia ir lá para a ocasião.
Trump também afirmou que o cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e Irã, que termina na próxima semana, poderia ser estendido, embora não acreditasse que isso seria necessário, pois Teerã quer um acordo. O presidente sugeriu que o mundo “observe” o que acontecerá na próxima semana, acenando para novos desdobramentos no conflito que já ultrapassou seis semanas.
“Vamos ter a vitória. Muito em breve”, garantiu Trump.
O republicano disse ainda que pretende convidar o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun, para conversas na Casa Branca nas próximas semanas, após ambas as partes concordarem com um cessar-fogo de dez dias.
Impasse no acordo EUA-Irã
Apesar do otimismo do presidente americano, fontes iranianas disseram à agência de notícias Reuters que algumas “lacunas ainda não foram resolvidas” para que os países cheguem a um acordo.
A Casa Branca, por sua vez, disse na terça-feira estar discutindo a realização de uma segunda rodada de negociações de paz com o Irã no Paquistão, expressando otimismo quanto a possibilidade de um acordo depois de Trump sugerir que as próximas conversas poderiam acontecer “nos próximos dois dias”.
“Essas discussões estão em andamento” e “estamos confiantes quanto às perspectivas de um acordo”, disse a secretária de imprensa Karoline Leavitt a jornalistas, acrescentando que novas negociações “muito provavelmente” ocorrerão em Islamabad.
Pontos de divergência giram principalmente em torno do programa nuclear iraniano e do controle da República Islâmica sobre o Estreito de Ormuz — rota por onde passa 20% do petróleo mundial, fechada para navios não alinhados ao Irã desde o início do conflito.
Em meio ao impasse, Trump acionou a Marinha americana para fazer Teerã pagar na mesma moeda, bloqueando o acesso à passagem para embarcações iranianas, bem como barcos de qualquer nacionalidade que passem pelos portos do Irã. Mais de uma dúzia de navios de guerra está posicionada no Golfo de Omã e no Mar Arábico para garantir a efetividade do bloqueio, uma frota que pode contar com reforços em breve.
Em paralelo, o ocupante do Salão Oval também manifestou insatisfação com informações de que os negociadores dos Estados Unidos, liderados pelo vice-presidente J.D. Vance, propuseram ao Irã uma suspensão de seu programa de enriquecimento de urânio por duas décadas. “Eu venho dizendo que eles não podem ter armas nucleares nunca. Então não gosto dos 20 anos”, disse ele.







