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Trump se contradiz e mostra dúvida sobre interesse de Putin em paz na Ucrânia

Giro de 180 graus veio após reunião com Zelensky; um dia antes, presidente dos EUA tinha dito que Moscou e Kiev estavam 'muito perto de um acordo'

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 26 abr 2025, 12h08 - Publicado em 26 abr 2025, 12h08

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se contradisse ao expressar, neste sábado, 26, dúvidas a respeito da real disposição do presidente russo, Vladimir Putin, para encerrar a guerra na Ucrânia. A fala representa um contraste em relação a apenas um dia antes, quando o republicano, comentando uma reunião entre seu enviado especial, Steve Witkoff, e o chefe do Kremlin, afirmou que Moscou e Kiev estavam “muito perto de um acordo”.

Em uma publicação em sua rede social, a Truth, ao retornar aos Estados Unidos após o funeral do papa Francisco, em Roma, Trump escreveu que “não havia motivo para Putin disparar mísseis contra áreas civis, cidades e vilas nos últimos dias”. Ele também insinuou que poderia impor novas sanções contra a Rússia.

“Isso me faz pensar que talvez ele não queira parar a guerra, ele está apenas me incentivando e precisa ser tratado de forma diferente, por meio de ‘Bancos’ ou ‘Sanções Secundárias’? Muitas pessoas estão morrendo!!!”, completou.

Um contraste grande com seu parecer de sexta-feira a respeito das discussões entre Witkoff e Putin. O enviado de Trump viajou a Moscou na quinta-feira, e o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, declarou após o encontro que seu país está “pronto para chegar a um acordo” para encerrar o conflito. Isso depois do líder americano ter declarado que “a Crimeia ficará com a Rússia” em um potencial tratado para encerrar a guerra, o mais recente exemplo da pressão de Washington sobre Kiev para fazer concessões ao Kremlin. No passado, Zelensky descartou repetidamente a possibilidade de ceder território.

O giro de 180 graus veio após uma reunião entre o chefe da Casa Branca e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, no Vaticano, antes do funeral do papa.

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In this handout photograph taken and released by the Ukrainian Presidential Press Service on April 26, 2025, Ukraine's President Volodymyr Zelensky (R) meets with US President Donald Trump (L) on the sidelines of Pope Francis's funeral at St. Peter's Basilica at the Vatican. (Photo by Handout / UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE / AFP) / RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky (à direita), encontra-se com o presidente dos EUA, Donald Trump (à esquerda), à margem do funeral do papa Francisco, na Basílica de São Pedro, no Vaticano. 26/04/2025 – (Presidência da Ucrânia/AFP)

O encontro durou 15 minutos e não há informação sobre o que foi dito, exceto que a Casa Branca o caracterizou como “muito produtivo”. Mas depois de todos os ritos fúnebres, Zelensky foi às redes sociais e chamou a conversa com Trump de um “encontro muito simbólico” que tem o “potencial de se tornar histórico, se alcançarmos resultados conjuntos”.

“Esperando resultados em tudo o que abordamos. Protegendo a vida do nosso povo. Cessar-fogo total e incondicional. Paz confiável e duradoura que impedirá que outra guerra ecloda”, afirmou em postagem no X, antigo Twitter, em que agradeceu o presidente dos Estados Unidos.

A reunião com Zelensky ocorreu numa semana agitada. Na segunda-feira, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que os Estados Unidos abandonarão a intermediação de um acordo “nos próximos dias” se não houvesse progresso. Dias depois, Trump criticou o presidente da Ucrânia por prolongar “o campo de extermínio”, como chamou a guerra, e dificultar negociações. Então, diante do mais mortal ataque russo contra a capital ucraniana, Kiev, em meses, o chefe da Casa Branca enviou um raro recado a Putin, dizendo: “Vladimir, pare!”

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