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Trump pressiona Zelensky e ameaça retirada dos EUA do processo de paz

Trump criticou Zelensky por se recusar a reconhecer a ocupação da Crimeia pela Rússia como legítima

Por Ernesto Neves 23 abr 2025, 15h14 • Atualizado em 23 abr 2025, 15h20
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou publicamente o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, nesta quarta-feira, 23, nas redes sociais, responsabilizando-o pelas dificuldades da Casa Branca em fechar um acordo de paz para encerrar a guerra com a Rússia.

    Trump criticou Zelensky por se recusar a reconhecer a ocupação da Crimeia pela Rússia como legítima.

    “A declaração feita por Zelensky hoje só vai prolongar o ‘campo de matança’, e ninguém quer isso!”, escreveu Trump no Truth Social.

    “Estamos muito perto de um acordo, mas o homem sem ‘nenhuma carta para jogar’ precisa, finalmente, fechar isso.”

    As declarações marcam mais uma tentativa do presidente americano de transferir para a Ucrânia a culpa pelo fracasso das negociações — e não para a Rússia.

    O vice-presidente americano, JD Vance, também pediu que a Ucrânia aceite uma proposta de paz americana fortemente alinhada aos interesses da Rússia.

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    O plano prevê o congelamento das linhas territoriais atuais, o reconhecimento da anexação da Crimeia por Moscou e a proibição da entrada da Ucrânia na OTAN.

    É a primeira vez que uma autoridade americana endossa publicamente um acordo que favorece de forma tão explícita as exigências do Kremlin.

    A proposta coincide com a narrativa do presidente russo, Vladimir Putin, que há quase um ano se diz disposto a um cessar-fogo caso Kiev aceite retirar suas tropas das quatro regiões ucranianas que Moscou reivindica como parte da Federação Russa.

    A declaração de Vance, feita durante uma viagem oficial à Índia, foi interpretada como uma tentativa de aumentar a pressão sobre o presidente ucraniano, que rejeita qualquer negociação que implique a cessão de território — incluindo a Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.

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    Vance reforçou que os Estados Unidos se afastariam do processo de paz caso Ucrânia e Rússia não aceitassem os termos propostos.

    Ainda que tenha evitado críticas diretas ao Kremlin, o alvo principal da ofensiva diplomática americana é claramente Zelensky.

    “Fizemos uma proposta muito explícita tanto para os russos quanto para os ucranianos, e é hora de eles dizerem sim ou os Estados Unidos se retirarem deste processo”, disse Vance a repórteres.

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    “A única maneira de realmente interromper a matança é que os exércitos deponham suas armas, congelem esta situação e continuem com a tarefa de construir uma Rússia e uma Ucrânia melhores.”

    Os comentários do vice-presidente ocorreram poucas horas depois de Zelensky afirmar que seu país jamais aceitará a ocupação da Crimeia pela Rússia em 2014 como legal, acrescentando que isso violaria a Constituição da Ucrânia.

    Ele também afirmou que a Ucrânia não poderia aceitar qualquer proibição de se tornar parte da OTAN.

    “Não há nada a discutir. Isso viola a nossa Constituição. Este é o nosso território, o território do povo da Ucrânia”, disse Zelensky a repórteres em uma entrevista coletiva.

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    Na tarde de quarta-feira, Yulia Svyrydenko, ministra da Economia da Ucrânia, também prometeu que seu país “jamais reconhecerá a ocupação da Crimeia”.

    Em um artigo no site de mídia social X, ela afirmou que “a Ucrânia está pronta para negociar — mas não para se render. Não haverá acordo que dê à Rússia as bases mais sólidas de que precisa para se reagrupar e retornar com mais violência”.

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