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Trump minimiza exercícios militares da China com tiros reais ao redor de Taiwan

Presidente dos EUA diz não estar preocupado com manobras chinesas no estreito, que incluíram lançamento de mísseis e simulam bloqueio da ilha

Por Ernesto Neves 30 dez 2025, 08h42 • Atualizado em 30 dez 2025, 08h45
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou não estar preocupado com os exercícios militares de grande escala realizados pela China ao redor de Taiwan, que entraram nesta terça-feira (30) no segundo dia e incluíram disparos reais de mísseis no estreito que separa a ilha do continente.

    “Tenho uma ótima relação com o presidente Xi [Jinping], e ele não me disse nada sobre isso”, declarou Trump ao ser questionado sobre as manobras, batizadas por Pequim de “Missão Justiça 2025”. Segundo o presidente americano, os exercícios não indicariam uma invasão iminente. “Nada disso me preocupa”, afirmou.

    As declarações ocorreram em meio a uma simulação militar surpresa conduzida pelo Exército de Libertação Popular, braço armado do Partido Comunista Chinês. De acordo com o Ministério da Defesa de Taiwan, a China disparou ao menos 27 mísseis a partir da costa continental em direção a áreas próximas à ilha na manhã de terça-feira, além de mobilizar mais de 70 aeronaves militares, 11 navios da Marinha e 14 embarcações da guarda costeira chinesa desde o início das operações.

    Autoridades taiwanesas afirmaram que alguns projéteis e embarcações se aproximaram mais do território do que em exercícios anteriores, com mísseis caindo dentro da chamada zona contígua, a 24 milhas náuticas da costa, área considerada sensível do ponto de vista da segurança.

    Em pronunciamento, o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, condenou as manobras e disse que a China “não está agindo como uma potência responsável”. Segundo ele, a ilha manterá postura defensiva e evitará escaladas. O ministro da Defesa, Wellington Koo, afirmou que os exercícios violam normas internacionais e fazem parte de uma estratégia de “guerra cognitiva”, voltada a desgastar a capacidade militar e psicológica da sociedade taiwanesa.

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    A China considera Taiwan uma província rebelde e não descarta o uso da força para promover a chamada “reunificação”. Relatórios da inteligência americana indicam que Pequim busca estar plenamente preparada para uma eventual invasão até 2027. Enquanto isso, intensifica ações de pressão militar, diplomática e econômica sobre a ilha.

    Segundo o comando militar chinês e a imprensa estatal, os exercícios simulam um bloqueio de portos estratégicos, além de operações conjuntas aéreas e marítimas para neutralizar alvos navais e repelir “interferência externa”, numa referência indireta aos Estados Unidos e seus aliados.

    Analistas ouvidos por veículos como Reuters e Financial Times destacam que as manobras ocorrem poucos dias após Washington aprovar um pacote recorde de US$ 11 bilhões em vendas de armas a Taiwan, movimento que Pequim classificou como provocação. O governo chinês também citou declarações recentes de autoridades japonesas indicando que o Japão poderia se envolver em um eventual conflito no estreito.

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    Em discurso nesta terça-feira, o chanceler chinês Wang Yi afirmou que Pequim responderá de forma “firme” às ações de forças pró-independência em Taiwan e ao apoio militar americano à ilha. Já um editorial da agência estatal Xinhua disse que os exercícios são um “alerta claro” de que a reunificação chinesa seria inevitável.

    Apesar do tom beligerante, especialistas observam que exercícios desse porte exigem planejamento prévio e costumam servir tanto como treinamento militar quanto como sinalização política. Para analistas internacionais, o contraste entre a retórica dura de Pequim e a postura ambígua de Trump reforça incertezas sobre o grau de comprometimento dos EUA com a defesa de Taiwan em um cenário de crise.

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