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Trump diz que Zelensky ‘não é importante’ em conversas sobre guerra na Ucrânia

Se Putin quisesse, 'ficaria com o país todo', provoca o presidente dos EUA em meio a acenos a Rússia e amarga troca de insultos com o líder ucraniano

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 fev 2025, 15h26 • Atualizado em 21 fev 2025, 16h05
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira 21 que “não é muito importante” que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, participe das negociações para o fim da guerra no país, que completará três anos na próxima semana. A declaração ocorre em meio a uma troca de farpas entre os dois líderes, depois de Washington excluir Kiev de conversas com Moscou sobre o conflito.

    De um lado, Trump definiu Zelensky como “ditador” e o culpabilizou pela guerra; do outro, o líder ucraniano aumentou as críticas à Casa Branca pela aproximação com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

    “Não acho que ele seja muito importante para estar em reuniões”, disse o republicano em entrevista à emissora americana conservadora Fox News. “Ele está lá há três anos. Ele torna muito difícil fechar acordos.”

    Trump afirmou ainda, durante a entrevista, que a visita do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, a Kiev na semana passada foi uma “viagem perdida”.

    “Francamente, eu queria que ele não fosse lá, desperdiçasse todo o seu tempo assim”, declarou o presidente. Ele acrescentou que Putin “não precisa fazer um acordo” porque “se ele quisesse, ele ficaria com o país inteiro”.

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    Mais tarde, durante uma reunião com governadores dos Estados Unidos, Trump afirmou que teve “conversas muito boas” com Putin, ao passo que não teve “conversas tão boas com a Ucrânia”. Ele alegou que os representantes ucranianos “não têm as cartas, mas jogam duro, e você fica cansado disso”, acrescentando “mas não vamos deixar isso continuar”.

    Os comentários sobre a ausência de Zelensky nas tratativas também acontecem enquanto a Casa Branca pressiona o presidente da Ucrânia a assinar um acordo de minerais. O governo dos Estados Unidos procura garantir acesso às terras-raras da Ucrânia, onde há minerais estratégicos para o setor bélico e de alta tecnologia (cujos maiores depósitos mundiais são da China), como forma de pagamento por toda a ajuda militar fornecida durante a guerra. 

    + O bullying da Casa Branca com Zelensky para ter acesso a minerais ucranianos

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    Guinada de Trump

    Os Estados Unidos atuam como o principal mediador da guerra na Ucrânia, mas o retorno de Trump à Casa Branca mudou as regras do jogo. Seu antecessor, Joe Biden, era aliado declarado de Kiev, ao passo que o republicano tem aproximado os laços com Putin. Entre os dois lados, Trump escolheu conversar primeiro com o russo sobre as negociações para o fim do confronto, levantando críticas de Zelensky por ter sido deixado em segundo plano.

    Na terça-feira 18, a situação ganhou contornos ainda mais tensos, com a Ucrânia excluída da mesa de negociações numa reunião em Riade, capital da Arábia Saudita. Em meio às críticas do presidente ucraniano sobre a ausência de um convite, Trump subiu o tom e culpou Kiev pela guerra, iniciada após tropas russas invadirem o país vizinho. Também acusou o líder ucraniano de ser um “ditador sem eleições” (seu mandato expirou em maio passado, mas não houve novo pleito porque o país está em estado de guerra).

    “Estou muito decepcionado, ouvi dizer que eles estão chateados por não terem um assento (nas negociações)“, disse Trump a repórteres em seu resort Mar-a-Lago, na Flórida, quando questionado sobre a reação ucraniana. Ele também alegou que até um negociador “inexperiente” poderia ter garantido um acordo anos atrás “sem perder muita terra”.

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    “Hoje ouvi (de Zelensky), ‘Ah, bem, não fomos convidados.’ Bem, você está há três anos (na guerra)… Você nunca deveria ter começado. Você poderia ter feito um acordo”, completou.

    Líderes europeus estão cada vez mais temerosos de que Trump esteja dando concessões demais à Rússia em sua busca pelo acordo com a Ucrânia, que ele prometeu selar antes mesmo de assumir o cargo. Mas o republicano insiste em que seu único objetivo é a “paz”, para acabar com o maior conflito bélico na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

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