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Trump diz que Irã não precisa virar democracia desde que novo líder ‘trate bem’ EUA e Israel

Presidente dos EUA garantiu que regime iraniano foi 'neutralizado' e que a República Islâmica 'não é o mesmo país que era há uma semana'

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 mar 2026, 15h57 • Atualizado em 6 mar 2026, 16h48
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira, 6, que não considera necessária uma transição democrática no Irã, desde que o novo líder da nação persa seja “justo e imparcial” e trate bem tanto os americanos quanto Israel. Desde o início do conflito, há quase uma semana, quando o ocupante do Salão Oval falava sobre uma mudança no regime e exortava a população iraniana a tomar o poder, ele se afastou da retórica, definindo como metas a incapacitação dos programas de mísseis e enriquecimento de urânio do país, da Marinha e da rede de milícias aliadas de Teerã que espalham terror pelo Oriente Médio.

    “O Irã não é o mesmo país que era há uma semana. Há uma semana eles eram poderosos, e agora foram de fato neutralizados”, disse Trump em entrevista à emissora americana CNN.

    Questionado se ele acreditava que precisa haver um Estado democrático no Irã, Trump disse: “Não, estou dizendo que precisa haver um líder que seja justo e imparcial. Que faça um ótimo trabalho. Que trate bem os Estados Unidos e Israel, e que trate bem os outros países do Oriente Médio — todos eles são nossos parceiros.”

    O presidente americano também se mostrou otimista em relação ao processo para substituir o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo que foi morto nos primeiros ataques dos Estados Unidos e Israel no sábado 28.

    “Vai funcionar muito facilmente. Vai funcionar como na Venezuela. Temos uma líder maravilhosa lá. Ela está fazendo um trabalho fantástico. E vai funcionar como na Venezuela”, disse Trump, referindo-se à presidente interina Delcy Rodríguez, a maleável chavista que mantém o discurso linha-dura para o público interno mas aprofundou a cooperação com Washington após as forças americanas capturarem o ditador deposto Nicolás Maduro em janeiro.

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    Na quinta-feira 5, Trump já havia afirmado que deveria ter um papel na escolha do próximo líder supremo do Irã. Ele insistiu que o filho de Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei, apontado como o sucessor mais provável, seria “inaceitável” para o cargo. Apesar disso, garantiu estar aberto à possibilidade de haver um líder religioso no Irã.

    “Depende de quem será a pessoa. Eu não me importo com líderes religiosos. Eu lido com muitos líderes religiosos e eles são fantásticos”, ponderou.

    Durante a entrevista à CNN, o republicano também exaltou seu relacionamento com alguns países do Oriente Médio atacados pelo Irã, em especial as ricas monarquias do Golfo, alegando que eles estão “lutando por nós”.

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    “E eu me tornei muito amigo de todos esses países. É por isso que todos eles estão lutando por nós. Antes de eu me envolver, nem sequer falávamos com os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita. (o presidente Joe) Biden os excluiu. Ele e (o presidente Barack) Obama se afastaram da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Catar. Todos eles iriam se aproximar da China, aí eu me envolvi e em um período muito curto de tempo e eles se tornaram meus amigos”, acrescentou.

     

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