Trump diz que Irã não precisa virar democracia desde que novo líder ‘trate bem’ EUA e Israel
Presidente dos EUA garantiu que regime iraniano foi 'neutralizado' e que a República Islâmica 'não é o mesmo país que era há uma semana'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira, 6, que não considera necessária uma transição democrática no Irã, desde que o novo líder da nação persa seja “justo e imparcial” e trate bem tanto os americanos quanto Israel. Desde o início do conflito, há quase uma semana, quando o ocupante do Salão Oval falava sobre uma mudança no regime e exortava a população iraniana a tomar o poder, ele se afastou da retórica, definindo como metas a incapacitação dos programas de mísseis e enriquecimento de urânio do país, da Marinha e da rede de milícias aliadas de Teerã que espalham terror pelo Oriente Médio.
“O Irã não é o mesmo país que era há uma semana. Há uma semana eles eram poderosos, e agora foram de fato neutralizados”, disse Trump em entrevista à emissora americana CNN.
Questionado se ele acreditava que precisa haver um Estado democrático no Irã, Trump disse: “Não, estou dizendo que precisa haver um líder que seja justo e imparcial. Que faça um ótimo trabalho. Que trate bem os Estados Unidos e Israel, e que trate bem os outros países do Oriente Médio — todos eles são nossos parceiros.”
O presidente americano também se mostrou otimista em relação ao processo para substituir o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo que foi morto nos primeiros ataques dos Estados Unidos e Israel no sábado 28.
“Vai funcionar muito facilmente. Vai funcionar como na Venezuela. Temos uma líder maravilhosa lá. Ela está fazendo um trabalho fantástico. E vai funcionar como na Venezuela”, disse Trump, referindo-se à presidente interina Delcy Rodríguez, a maleável chavista que mantém o discurso linha-dura para o público interno mas aprofundou a cooperação com Washington após as forças americanas capturarem o ditador deposto Nicolás Maduro em janeiro.
Na quinta-feira 5, Trump já havia afirmado que deveria ter um papel na escolha do próximo líder supremo do Irã. Ele insistiu que o filho de Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei, apontado como o sucessor mais provável, seria “inaceitável” para o cargo. Apesar disso, garantiu estar aberto à possibilidade de haver um líder religioso no Irã.
“Depende de quem será a pessoa. Eu não me importo com líderes religiosos. Eu lido com muitos líderes religiosos e eles são fantásticos”, ponderou.
Durante a entrevista à CNN, o republicano também exaltou seu relacionamento com alguns países do Oriente Médio atacados pelo Irã, em especial as ricas monarquias do Golfo, alegando que eles estão “lutando por nós”.
“E eu me tornei muito amigo de todos esses países. É por isso que todos eles estão lutando por nós. Antes de eu me envolver, nem sequer falávamos com os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita. (o presidente Joe) Biden os excluiu. Ele e (o presidente Barack) Obama se afastaram da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Catar. Todos eles iriam se aproximar da China, aí eu me envolvi e em um período muito curto de tempo e eles se tornaram meus amigos”, acrescentou.





